Ilha de Páscoa – o lugar mais isolado do mundo

Muitos não sabem, mas para ir à Ilha de Páscoa há somente um voo por dia e somente uma companhia aérea vai até lá: a latam. Todos os vôos fazem obrigatoriamente escala em Santiago do Chile e, no nosso caso, a espera foi bem longa! O nosso voo estava previsto para sair de Guarulhos na sexta-feira, dia 06 de julho, às 21h50 e chegar em Santiago às 01h13. De Santiago tivemos que esperar até 08h35 para pegar o voo para Ilha de Páscoa e estava previsto para chegarmos lá às 12h25. Porém, o que não prestamos atenção foi no fuso horário. Quando chegamos 12h25 na Ilha, já era 15h25 no Brasil, ou seja, mais de 17 horas em trânsito.


Apesar do chá de cadeira, obviamente vale muito a pena ir a esse lugar mágico! A 3700 km de distância do Chile, a Ilha tem cerca de 160 km de extensão, mais ou menos do tamanho da minha cidade, Guarujá, e seu aeroporto é a coisa mais linda, bem pequenininho (fotos acima)! E é super engraçado você chegar e já saberem seu voo, afinal só tem um por dia.
Quando chegamos, o rapaz do transfer já estava nos esperando com dois colares de florzinha feitos a mão – o povo rapa nui, como são chamados, é muito caprichoso!
Chegamos no hostel em cerca de 15 minutos. Nosso hostel ficava no centro (chamado de Hanga Roa), bem na rua principal – assim como a maioria dos hostels/hotéis, restaurantes, tudo! Era tudo bem pertinho. Assim que chegamos, já fomos na agência de turismo para reservar o nosso passeio para o dia seguinte.

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Foi aí que veio o susto: o valor era equivalente a quase R$300 por pessoa para um dia inteiro de passeio guiado. Incluía somente o transporte e o almoço. Porém, não tínhamos opção a não ser contratar esse serviço, pois não nos garantimos para alugar um carro e dirigirmos sozinhas e não há transporte público na Ilha; e se pegássemos um táxi talvez ficasse mais caro ainda para parar em todos os lugares que queríamos e não teríamos toda aquela parte histórica, a explicação de um guia! Então, fechamos! Mas se fossem “só” esses R$300 por pessoa estaria bom. O problema é que tínhamos que pagar mais quase R$300 por pessoa do ingresso que é necessário apresentar na entrada das atrações. É um único ingresso válido por 10 dias em todos os lugares do parque e tínhamos que comprá-lo separadamente em uma das “bilheterias” espalhadas pela cidade. Isso eu acho de extrema importância citar aqui, pois não encontrei essa informação em nenhum dos blogs que li! E não estávamos preparadas, ainda bem que existe cartão de crédito internacional!

É importante citar também que em toda Ilha eles aceitam dólares além de pesos chilenos. Independentemente da moeda que você escolher para pagar suas refeições e seus custos durante sua estadia, esteja preparado! Tudo é bem caro. Uma garrafa d’água custa em torno de 2 mil pesos = R$12,00, mesmo nos supermercados, fora de gelo. Imagine então as outras refeições… Mas é o que eu sempre digo: tudo é possível com planejamento!

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Bom, agora que já estão avisados das “desvantagens”, vamos focar nas vantagens – que são em quantidade muito maior, sem sombra de dúvidas!
No primeiro dia estava chovendo bastante e nós estávamos bem cansadas, então só descansamos para estarmos bem para o dia seguinte, que seria longo e cheio de passeios.
O primeiro lugar onde paramos foi o sítio arqueológico do vulcão Rano Raraku (foto abaixo).

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Há mais de 300 moais espalhados só neste local – ah, esqueci de mencionar antes, mas há mais de 800 moais espalhados em toda a Ilha. Há muitos mistérios sobre como as estátuas foram feitas há tantos séculos atrás. Só sabemos que foram feitas por motivos religiosos, em adoração a seus ancestrais. Não vou focar muito na história do local, pois isso é fácil de encontrar em qualquer site, vou falar mais sobre minha experiência pessoal. Mas só por curiosidade, muitos não sabem, mas o nome “Ilha de Páscoa” surgiu porque a chegada dos europeus à Ilha foi num domingo de páscoa, em 1722.

Mas voltando ao Rano Raraku, infelizmente não conseguimos chegar mais perto do vulcão, mas nestas fotos podemos vê-lo ao fundo.


Nossa próxima parada foi em Tongariki, onde podemos ver os famosos moais um ao lado do outro (fotos acima neste post).
Em Akahana vimos as ruínas das antigas casas e alguns moais destruídos, além de uma linda vista para o oceano pacífico.

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Depois de uma pausa para o almoço, fomos a Te Pito Kura (o umbigo do mundo), onde há uma pedra (que supostamente há poderes concedidos pelos deuses) cercada por outras quatro menores que representam os pontos cardinais. Lá podemos encontrar também um dos moais caídos (supostamente na mesma posição em que foi derrubado nos confrontos das décadas passadas). Lembrando que TODOS os moais que estão em pé espalhados pela Ilha foram restaurados.

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Nossa última parada foi na praia de Anakena, outro cartão postal da Ilha, com mais famosos moais.

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Na segunda e na terça-feira aproveitamos o tempo livre para andar por Hanga Roa e pela rua principal. Desci pela praia e tive meu primeiro contato com as águas do oceano pacífico, comi ceviche, vi até um simulado de tsunami. Nessa hora, começou a tocar uma sirene e todos foram para o ponto de encontro combinado, bem do lado da igreja. Estávamos indo em direção ao mar e fomos barradas. Tivemos que esperar a simulação acabar para poder ir lá.

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Caminhando pela beira do mar, encontramos alguns moais de concreto, decorativos… E, passando o cemitério, chegamos a Tahai e a Hanga Kioe, mais alguns dos famosos pontos turísticos da Ilha.

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Ah, sobre o mergulho, fui pedir informação e custava 45 mil pesos = R$270 por pessoa. Porém, o rapaz me explicou que só há uma estátua no fundo do mar, que fica a cerca de 25 mil metros de profundidade e somente profissionais podem ir lá. Para os turistas, era só um mergulho “normal”, por isso decidi não fazê-lo.

Partimos da Ilha de Páscoa no final da tarde de terça-feira. Ficamos quatro dias, o que eu sugiro que é suficiente para conhecer suas principais atrações.

Mais um sonho realizado! Próximo?

 

 

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Uma semana a bordo do MSC Preziosa

A viagem desse final de ano foi completamente diferente pra mim: viajei pela primeira vez de navio! Sempre tive vontade de fazer um cruzeiro e finalmente consegui riscar mais uma coisa da minha lista!

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Já tinha visitado o MSC Opera quando uma amiga cantava nele e ele estava atracado em Santos; tivemos a oportunidade de passar um dia lá dentro, mas agora que realmente fiquei lá por uma semana, percebi que aquele dia de visita não foi o suficiente pra ter noção de como realmente é fazer um cruzeiro.

Também já tinha feito entrevista para trabalhar em um navio e de última hora acabei desistindo, pois apareceu outra oportunidade e, como já disse aqui outras vezes, as pessoas vivem me dizendo “você deveria ser aeromoça ou trabalhar em navio”, mas não é exatamente o que quero. Sei lá, não sei explicar, acho que não aguentaria muito tempo dentro de um lugar, fechada, principalmente no ar ou no mar. De qualquer forma, para uma viagem assim de uma semana como a que fiz, achei o máximo! A experiência foi perfeita, uma das melhores viagens que fiz na minha vida e com certeza vai ficar pra sempre na memória!

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Chegamos no porto de Santos sexta-feira por volta da hora do almoço, havia uma grande fila para embarcar. É como se fosse um aeroporto mesmo, despachamos as malas, passamos pelo raio x… Mesmas regras! O navio só estava previsto para partir às 19h, mas já podíamos passar o dia todo conhecendo o navio, só não deu para usar a piscina porque estava em manutenção, mas almoçamos e nos situamos pelo navio – neste dia o buffet estava caótico, pois ainda não sabíamos que havia mais opções lá pra trás e todo mundo fez uma fila gigante bem na parte principal, mas foi o único problema que tivemos durante os 7 dias, a MSC é realmente muito organizada.

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O MSC Preziosa tem 18 andares com milhares de atividades. Cassinos, bares, teatro, cinema – este é pago à parte – academia, spa etc. Ficamos no 13º andar. Abaixo, uma foto que tirei do andar que estávamos com a descrição de tudo que tem no navio andar por andar.

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Para quem nunca fez um cruzeiro, vou explicar: quando você compra a viagem, toda a comida já está inclusa; só os pacotes de bebida são cobrados à parte. Nós tínhamos o pacote clássico, onde podíamos beber água, refrigerante, cerveja e vinho à vontade durante as refeições. Mas se quiséssemos algum drink diferente ou alguma bebida foram do horário das refeições, tínhamos que pagar. Cada uma de nós – eu estava com minha mãe, minha tia e minha prima – tinha um cartão de identificação e tudo que gastávamos a mais era marcado lá. Ao final do cruzeiro, pagamos com o cartão de crédito só estas despesas extras – lembrando que tudo dentro do navio é cobrado em dólares.

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De qualquer forma, acho que vale muito a pena fazer um cruzeiro, pois você paga um valor que já inclui acomodação, transporte e comida, tudo junto. Quando fazemos uma simples viagem, sempre acabamos gastando muito mais. É claro que tem as paradas nas cidades e, se você quiser comprar algo na cidade onde descer, almoçar ou fazer algum passeio, vai acabar gastando a mais nisso também, mas é só se planejar. No caso deste cruzeiro que fizemos, ele parou em quatro cidades: Búzios, Salvador, Ilhéus e Ilha Grande – Angra dos Reis. Já explico mais para vocês sobre o roteiro.

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Como disse acima, na sexta-feira o navio ficou só parado em Santos. Partimos em direção à Búzios no final de tarde e à noite já começaram as atividades. Toda noite recebíamos em nossa cabine um panfleto com a programação do dia seguinte, onde havia várias informações. Por exemplo, quais eram os shows, qual era o espetáculo no teatro, se era alguma noite temática, eles diziam qual traje deveríamos usar, se era dia de parar em alguma cidade, tinha o horário que chegaríamos lá e o horário que partiríamos para podermos nos programar – lembrando que não era obrigatório descer nas cidades, podíamos ficar dentro do navio só aproveitando as atividades oferecidas lá dentro se preferíssemos; também podíamos desembarcar e embarcar de novo quando quiséssemos. Por exemplo, se o navio ficou parado em Búzios das 8h às 17h, podíamos descer às 12h e voltar às 15h para o navio sem problemas, só para conhecer o centro rapidinho e conseguir voltar e aproveitar o navio por mais tempo.

Na primeira noite, depois do jantar fomos ver o espetáculo no teatro – isso era de lei, todas as noites íamos ao teatro e os espetáculos eram maravilhosos, depois sempre íamos para algum barzinho ou show ou festa, de acordo com a programação da noite –, o tema da festa nessa noite foi florido, então quem tivesse roupas floridas poderia usá-las, mas não tinha problema se você não tivesse, havia muitas pessoas que não sabiam dessas noites temáticas e não levaram roupas específicas.

No sábado, o navio chegou em Búzios de manhã, descemos e fomos passear pela Orla, onde tem as estátuas de Juscelino Kubitschek e Brigitte Bardot (foto acima), andamos pela rua das pedras e pelas lojinhas e voltamos para o navio. Nesta noite, teve um tributo ao U2 e a festa fluo, entre outras atrações.

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No domingo, o dia foi só de navegação, sem nenhuma parada, pois estávamos indo em direção à Bahia e chegaríamos em Salvador só na segunda-feira de manhã. Então neste dia consegui ir à academia e aproveitamos o dia na piscina e nas jacuzzis. À noite, o tema foi gala e todos estavam super bem arrumados, além disso teve um tributo aos Beatles – aliás, devo dizer que o navio está de parabéns em relação à música. Não estou dizendo isso por causa desses tributos que mencionei, mas porque tinha vários espaços para tudo quanto é tipo de música, para tudo quanto é gosto! Ah, e o pessoal da animação… O que eram esses meninos!? Durante a viagem inteira, não deixavam ninguém ficar entediado, nos tiravam pra dançar, brincavam… Olha, com certeza a viagem não seria a mesma sem eles! Abaixo, foto com um deles na noite do branco.

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Na segunda de manhã, paramos em Salvador, conhecemos o Pelourinho, a rua onde o Michael Jackson gravou o clipe de “They don’t care about us” com o Olodum e o elevador Lacerda… tudo bem pertinho de onde o navio parou, fizemos tudo andando, assim como em Búzios. À noite, foi o dia da festa do branco que mencionei acima.

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Na terça-feira de manhã, chegamos em Ilhéus. Lá foi um pouco diferente, pois paramos bem afastado de tudo e tivemos que pagar um passeio à parte para ir até o centro. Assim que descemos do navio, tem várias vans com pessoas nos chamando para os passeios. Pegamos uma delas e fomos até a casa de Jorge Amado, a estátua do Cristo de Ilhéus e a praia dos Milionários. Lembrando que a MSC também tem os pacotes de passeios que podemos fechar, mas sairia bem mais caro. Vale a pena descer do navio e comprar esses passeios lá fora.

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À noite teve tributo ao Elvis e a festa do rock – foi a melhor noite na minha opinião! Os shows foram demais!!!

Na quarta-feira, mais um dia só de navegação, pois estávamos voltando já, indo em direção à Angra dos Reis. Consegui ir na academia de novo e ficar na piscina o dia inteiro… imagina se tem como uma viagem dessas dar errado!? Eu tinha tudo o que precisava pra ser feliz lá dentro! Ainda por cima à noite teve um tributo ao Michael Bublé e Frank Sinatra!

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Na quinta-feira de manhã, chegamos em Ilha Grande e, assim como em Ilhéus, tivemos que pagar um passeio à parte de escuna para aquelas praias lindas e a Lagoa Azul, onde mergulhamos. À noite, tributo ao Elton John e o tema da festa principal era Carnaval! Estou tentando resumir bastante, pois realmente foi muita coisa e foi tudo muito intenso, se eu explicar tudo com detalhes, o texto vai ficar imenso. Sexta-feira de manhã bem cedinho o navio já chegou em Santos e já era a hora de partir. Agora só ficam as memórias dessa semana incrível! Até a próxima!


Finalmente Oktoberfest!

Este ano consegui riscar mais uma coisa da minha lista: ir ao Oktoberfest, em Blumenau – e sim, demorei muito pra vir aqui escrever sobre, mas antes tarde do que nunca.

Nunca tinha conseguido ir, pois é bem no meio de outubro e os feriados raramente emendam onde eu trabalho, assim, só consigo viajar nos meses de férias mesmo – dezembro, janeiro ou julho.

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Foi muito bom conseguir dar essa escapada “no meio do semestre”. Saímos daqui na madrugada de quarta para quinta – de 11 para 12 de outubro – e após umas 14 horas de estrada, chegamos em Gaspar – cidadezinha ao lado de Blumenau, onde ficamos hospedados.

Quem já foi pra lá, sabe que é muito difícil – e muito caro – conseguir hospedagem em Blumenau mesmo, então sempre é uma boa opção olhar as cidades próximas, na região conhecida como “Vale Europeu”.

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Por falar nisso, uma dessas cidadezinhas é Itajaí, onde acontece o festival da Marejada. E é pra lá que fomos na nossa primeira noite. Se trata de um festival de gastronomia portuguesa, com foco mais na comida e não tanto na bebida. Comemos bacalhau, sardinha e todas essas delícias do mar!

Na sexta-feira foi dia de passear pela cidade de Ilhota e suas lojinhas de biquíni e lingerie. É tudo muito barato, vale bastante a pena fazer umas boas compras lá!

Após um belo almoço e um passeio na cachaçaria só experimentando cachaças com vários sabores diferentes, nos preparamos para ir para o Oktoberfest!

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Que festival é esse, meu Deus!? Superou as minhas expectativas! Forramos a barriga de “eisben”, o famoso e delicioso joelho de porco para podermos experimentar os vários tipos de cerveja artesanal – vários mesmo, tinha até sem glúten!

Vale lembrar que o valor do ingresso no dia que fomos, sexta-feira, é de R$40,00 inteira. Não tem nada incluso, é só a entrada mesmo. Lá dentro você deve pagar as bebidas, comidas e lembrancinhas a parte. Aqui está o site oficial para quem quiser saber mais sobre os valores para os outros dias, além de ver mais informações sobre o festival. Ah, e a entrada é cobrada somente para quem pretende ficar após as 18h. Antes disso é aberto ao público e às 18h eles começam a conferir os ingressos. É claro que vale muito a pena pagar para ficar lá à noite, quando tem os shows e toda a graça!

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Sobre o festival, só indo mesmo para entender… só posso dizer que dá vontade de ir todo ano!

No sábado, apesar da vontade de voltar para o Oktober, já tínhamos comprado as entradas para o Fenarreco, outro festival de gastronomia alemã, na cidade de Brusque. Antes íamos tentar ver o desfile do Oktoberfest que acontece na parte da tarde e é aberto ao público, mas choveu bastante e ele foi cancelado.

Ao chegar na Fenarreco depois de ter ido para o Oktoberfest, tive uma pequena decepção, pois não há como comparar. Lógico que valeu a pena só pelo fato de ter conhecido outra cidade e também pelo delicioso marreco que comemos! Mas foi mais “família”, menos bagunça… mais pra comer mesmo, como a Marejada de Itajaí.

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Antes de vir embora, eu não poderia deixar de tirar uma foto no famoso letreiro de Blumenau. Eu tenho um “crush” por letreiros, não sei explicar! Acho o máximo, em toda cidade que eu vou que tem letreiro, gosto de tirar foto! Fico muito triste toda vez que lembro que estive em Amsterdam e em Toronto e perdi a oportunidade de tirar foto nos letreiros desses lugares. Então, dessa vez não quis perder mais uma… fomos de baixo da maior chuva só pra tirar essa foto! E valeu a pena, voltei pra casa com a sensação de missão cumprida! Agora é só esperar até 15 de dezembro para a minha próxima viagem que já está comprada… Pra onde será!? Hahaha…

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Brasília

Depois de uma semana perfeita em Belém, fui com minha prima finalmente visitar a capital do nosso país.

19894706_1776028379092733_4901645402843320285_nChegamos na quinta-feira à noite no hotel St. Paul Plaza, o qual eu super recomendo – aliás, Brasília, estruturada do jeito que é, tem uma parte da cidade só para hotéis! Então, quanto à localização, será boa não importa o hotel que você escolher. Mas demos sorte de ficar com uma vista linda para o Congresso Nacional, além de ser um hotel com preço acessível.

19731979_1774819765880261_8871989082944139328_nNa sexta-feira de manhã, fomos andando até o shopping Pátio Brasil, que ficava a uns 5 minutos do nosso hotel, e almoçamos por lá. Voltamos para o hotel, pois tínhamos fechado um passeio das 14h às 17h – não estou ficando velha e deixando os hostels e o espírito aventureiro de lado. Este passeio realmente valeu a pena  (assim como este hotel)!

A van passou para buscar a gente no hotel às 14h e de lá a primeira parada foi o Santuário Dom Bosco. Por fora ela não é tudo isso, mas por dentro… Eu nunca vi uma igreja tão linda na minha vida! Nem na Europa, hein! Na foto ao lado dá pra ter uma pequena noção de como ela é!

19875513_1774839589211612_9005407950478811508_nPassamos também pelo estádio Mané Garrincha e a próxima parada foi  o Memorial JK. Além do monumento (ao lado), tiramos foto também com o carro de Juscelino Kubitschek, mas não ficou muito boa para eu colocar aqui.

Depois, foi a vez de parar na famosa Catedral de Brasília: linda por fora, mas não tão linda por dentro quanto o Santuário Dom Bosco. Comparações à parte, as duas são espetaculares e vale a pena visitá-las, mesmo se você não for religioso. Nessas horas vemos quantas coisas bonitas tem no nosso país – muito mais até do que em outros países!

19665662_1774848412544063_7682989656342849183_nDepois da Catedral, hora de ir para a famosa Praça dos Três Poderes (ali pertinho). A praça é um espaço aberto entre os três edifícios que representam os três poderes da República:  o Palácio do Planalto (sede do Poder Executivo), o Congresso Nacional (sede do Poder Legislativo) e o Supremo Tribunal Federal (sede do Poder Judiciário), como vocês podem ver, respectivamente, nas fotos abaixo. Na Praça dos Três Poderes fica também a escultura “Os candangos”, inaugurada em 1959 em homenagem aos operários de todo país que ajudaram a erguer a capital.

 

 

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A foto ao lado mostra o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também na Praça dos Três Poderes. Que lugar lindo! Quantos monumentos lindos! É uma pena que dentro destes lugares tenha uma péssima administração para o nosso país, mas enfim…

Partimos então para a ponte JK, no lago Paranoá. Passamos por dentro da ponte e a van parou mais para a frente, em um lugar estratégico para conseguirmos a linda foto abaixo.

 

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19875500_1774929089202662_474358131632627350_nPor fim, visitamos o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República (no caso, o Temer ainda reside no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, por opção dele mesmo… E o “bonitão” mandou bloquear os acessos para o Jaburu para não ser incomodado, então não conseguimos visitar este Palácio).

Isso foi tudo para o segundo dia. No sábado, andamos do nosso hotel até a Torre de TV de Brasília, onde podemos subir gratuitamente e ter uma vista panorâmica da cidade, como vocês podem ver na foto abaixo.  A Torre fica no Jardim Burle Marx, pertinho do estádio Mané Garrincha, e há também uma fonte e um letreiro com os dizeres “Eu amo Brasília”.

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Esta área é conhecida como “eixo monumental” e representa o “corpo do avião” (o mapa da cidade é comparado a um avião) e divide a cidade entre Asa Sul e Asa Norte.

Perto da Torre de TV tem uma feirinha de artesanato, por onde andamos, e algumas barraquinhas de lanches também.

Depois, fomos andando até o shopping Brasília, onde almoçamos, e à tarde conhecemos também o shopping Liberty, um pouco menor, mas estávamos cansadas para irmos até os outros que são um pouco mais longe. Apesar de ser tudo perto, as avenidas e quadras são enormes e dá uma boa caminhada!

No domingo de manhã, já estava na hora de virmos embora… E agora é só contar os dias de novo para dezembro, nas próximas férias!

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Belém do Pará

Estação das docasHá 7 anos, meus tios se mudaram para o Pará a trabalho e só agora consegui finalmente visitá-los – calma, não sou tão desnaturada assim, eles não ficaram 7 anos morando lá direto; voltaram pra cá por um tempo e foram pra lá de novo. Além disso, eles vêm sempre pra cá e normalmente nos meus meses de férias eles estão aqui! Mas desta vez conseguimos combinar para eu ir até eles e aproveitar para passar calor enquanto aqui em São Paulo estava um frio insuportável!

Cheguei em Belém no dia 1º de julho, sábado, à tarde e eles foram me buscar no aeroporto. De lá, já fomos direto conhecer a Estação das Docas, onde vimos um pôr do sol lindo e comemos em um dos restaurantes – achei super legal porque lá é um lugar com

Estação das docas

vários eventos, shows, exposições etc. Quem quiser saber mais sobre o local, é só clicar no link acima. Como eles explicam, são “velhos galpões do cais do porto transformados em um complexo turístico”.

 

No domingo, fomos para Mosqueiro, a uma hora e meia de carro de Belém. No caminho, passamos por Ananindeua (onde meus tios moravam antes de Belém) entre outras cidades.Mosqueiro

Na ilha de Mosqueiro, conhecemos a praia do Paraíso, uma praia de água doce linda demais! Acho que eu nunca tinha tomado banho de rio… Não que eu me lembre! Pra mim foi perfeito: sem ondas, sem sair salgada da água… Uma verdadeira piscina natural! E pra fechar o dia, fomos tomar sorvete no famoso Cairu!

MosqueiroNos dias com o tempo mais fechado, aproveitamos para ir aos shoppings. Conheci três deles: o Grão-Pará, o Boulevard e o Pátio Belém.

Falando sobre tempo fechado, Belém é considerada a capital mais chuvosa do Brasil!

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Como eu sempre digo, nada é perfeito! Faz bastante calor, mas chove muito (Aí não dá, né!? Vou ter que me mudar para o deserto do Saara mesmo)!

Mas e a comida? Todos sabem que não gosto de açaí doce então imagine o salgado! Não provei nada muito exótico. Acho que típico de lá só provei o filhote, um tipo de peixe muito bom… Macio, sem espinha, tipo uma tainha melhorada! E de fruta, experimentei o mangostão, que é uma delícia também! Mas fomos comer em vários lugares muito bons,

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como o restaurante de comida saudável Mango, restaurante japonês etc. Viajar e comer fora é bom demais, né!?

Bom, eu não poderia ir para Belém e deixar de visitar o mercado Ver-o-Peso e comprar minhas castanhas, né!? Acima, foto das barraquinhas e da baía do Guajará, cartão postal do Pará.

Mangal das GarçasOutro lugar lindo que fomos visitar é o Mangal das Garças, conhecido como “um pedaço da Floresta Amazônica dentro de Belém”.

Vamos relembrar um pouquinho de geografia: a Floresta Amazônica ocupa quase metade do território brasileiro (além de alguns espaços em mais nove países), como podemos ver na foto abaixo.

FLORESTA AMAZONICA_jpg[2]Devido à sua posição geográfica, Belém é conhecida como a porta de entrada para a Floresta Amazônica, pois está situada às margens do rio Guamá (foto abaixo), na foz do rio Amazonas.

No Mangal das Garças, é possível ver mostras da flora amazônica, como a vitória-régia e várias espécies de aves. A entrada é gratuita e para saber mais sobre horários de funcionamento e outras informações, é só clicar no link acima. Rio Guamá

Para agradecer por esta viagem, só mesmo indo assistir uma missa na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

Já saí abençoada para o próximo destino: Brasília.


Uruguai: Montevidéu e Punta del Este

Olá! Vim aqui para falar sobre o país visitado desta vez: o Uruguai. Na última semana, eu e minha mais nova companheira de viagens, minha mãe, passamos 4 dias neste país lindo e tão pertinho do nosso.
Para quem quer ir para o exterior, mas concorda que não está fácil ir para a Europa ou para Dubai agora, recomendo que visitem mais os países da América do Sul; as passagens são super baratas – muitas vezes mais baratas do que para outro estado dentro do nosso imenso país!

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Mercado del Puerto

Chegamos em Montevidéu na segunda-feira na hora do almoço, só deixamos as malas e já fomos direto almoçar no Mercado del Puerto, que ficava a 8 quadras do nosso hotel. O lugar é muito gostoso, com vários restaurantes e feirinhas vendendo lembrancinhas, além da música ao vivo – até lembra um pouco o Caminito, na Argentina.
Depois, andamos um pouco pela orla – ou ‘la rambla’, como chamam em espanhol. Como era bem próximo ao porto, não dava para entrar no mar, só bem mais para a frente – aliás, que praia extensa! Andamos de ônibus nos outros dias e isso me impressionou, talvez pelo fato de que minha cidade tem muitos morros que separam uma praia da outra.

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La Rambla

No segundo dia, fomos para Punta del Este, o momento mais esperado da viagem! Na verdade, queríamos conhecer Montevidéu também e é bem mais barato ficar na capital uruguaia do que em Punta, então unimos o útil ao agradável. Estava tudo certo para pegarmos o ônibus na rodoviária Tres Cruces, em Montevidéu, para Punta – tínhamos pesquisado e visto que sairia mais ou menos R$30 por pessoa – só a ida, depois seria mais R$30 na volta. Mas acabamos decidindo ir com uma agência indicada pelo hotel.

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Casa Pueblo

O ônibus passou para nos buscar por volta das 8:30 e devo dizer que foi uma boa escolha, pois fomos aprendendo com a guia turística e tivemos a oportunidade de parar numa cidadezinha muito bonita chamada Piriápolis, no caminho para Punta. Chegamos na famosa Casa Pueblo por volta das 11h30, 12h – aliás, devo deixar registrado que é bem difícil tirar uma boa foto da casa, pois ela fica de frente para o mar… Só se estivéssemos de barco ou helicóptero para conseguirmos uma boa foto. Então, fizemos o melhor que pudemos, com algumas ‘estripulias’ em cima das pedras e quase caindo no mar – tá bom, exagerei!

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Los Dedos

Partimos para o centro de Punta del Este, almoçamos próximo ao porto e fomos para o monumento ‘Los Dedos’ – agora minha mãe vai parar de me encher o saco, já tem várias fotos lá hahaha.
É importante citar que, para quem optar ir de ônibus comum, a rodoviária de Punta fica bem em frente ao monumento e à rua principal com as lojinhas… Maaas, seria bem complicado ir de lá para a Casa Pueblo, pois fica em cima de um morro, não sei dizer se tem ônibus de linha até lá. Ainda bem que fechamos este pacote com a agência!

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Pocitos

No terceiro dia, pegamos o ônibus 116 que passava em frente nosso hotel – ah, esqueci de dizer que ficamos na Avenida Uruguay – para Pocitos, onde fica o letreiro escrito ‘Montevideo’. Mais 365 fotos tiradas de todos os ângulos, voltamos e almoçamos de novo no nosso querido Mercado del Puerto.
O hotel onde ficamos não era dos melhores, mas estávamos muito bem localizadas. Acredito que todos os hotéis lá eram assim, pois estávamos na Cidade Velha, perto do Porto – para quem está lendo e é da Baixada Santista, é só imaginar o centro de Santos. Continuando, estávamos a 3 quadras da Avenida 18 de Julio, a avenida principal de Montevidéu. No final desta avenida, tem a Praça da Independência e o famoso teatro Solis. Passeamos bastante a pé por lá.

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Teatro Solis

Ah, algumas dicas em relação ao transporte: do aeroporto para o hotel era mais ou menos 45 minutos. Decidimos pegar uma van compartilhada, que custou 400 pesos uruguaios por pessoa (cerca de R$50). É super fácil de achar, o aeroporto de Montevidéu é bem pequenininho! Tem sempre a opção de pegar o ônibus de linha que deve sair bem mais barato, uns R$5 por pessoa, mas com malas e sem conhecer a cidade e saber onde devemos descer é complicado – é, estou ficando velha e menos aventureira!

Bom, espero que tenham gostado! Até a próxima viagem!


Foz do Iguaçu, Argentina e Paraguai

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Almoço em Puerto Iguazú, na Argentina

No último sábado fui com minha mãe e minha avó para Foz do Iguaçu. Há um ano eu dizia “conheci as cataratas do Niágara e ainda não conheço as de Foz”; estava na hora de mudar isso. Desta vez, nada de CVC ou outras agências de turismo, as convenci a ir por conta própria pois seria bem melhor.

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Punta del Este, Paraguai

 

 

 

 

Chegamos no sábado à tarde e só passeamos pela cidade e conhecemos o shopping Cataratas. No domingo fomos conhecer as tão sonhadas cataratas. Fomos com um rapaz -indicado pelo hotel onde ficamos – que faz passeios com o seu carro, como se fosse um táxi, só que saía bem mais barato. Como estávamos com minha avó, não quisemos ficar pegando ônibus, quisemos mais comodidade mesmo. foz0

As cataratas ficam dentro do Parque Nacional do Iguaçu, que é enorme. Tivemos que pegar um ônibus lá dentro (já incluso no preço da entrada) e há outras paradas ao longo do caminho. Há trilhas, o passeio de barco, o passeio de helicóptero, rappel, rafting, escalada etc. Mas apesar de ter ido no Snowland em Gramado com a gente, minha avó não é tão radical assim – ok, vou parar de colocar a culpa na velhinha, estava MUITO frio e eu mesma não estava a fim de fazer nada disso; queria mesmo era ver as cataratas. Então, só descemos na última parada.

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E que surpresa boa! Sem querer comparar mas já comparando, achei tudo mais lindo que as do Niágara, viu! Fizemos uma pequena trilha até chegar à parte em que tem aquela espécie de passarela (foto abaixo), onde ficamos bem pertinho do arco-íris e levamos um banho – aliás, não aconselho ninguém a ir no inverno MESMO!

Sonho realizado, a nossa próxima parada seria na cidade de Puerto Iguazú, na Argentina. Não fomos visitar as cataratas do lado Argentino, pois chega de banho por um dia, né? Mas fomos almoçar e matar a saudade do meu lindo bife de chorizo. Visitamos também o duty free da Argentina e voltafozmos para o Brasil – ah, a passagem pela fronteira foi super tranquila, só pediram nossos RGs, abaixamos a janela do carro e olharam para nossa cara e nos deixaram passar. E no Paraguai no dia seguinte não precisou nem disso… Passamos direto para a Ponte da Amizade como se nem estivéssemos passando de um país para o outro. Só na volta do Paraguai para o Brasil que olharam nossos documentos mesmo.

chegando argentinaNa foto à esquerda podemos ver a chegada à fronteira com a Argentina.

Bom, voltando para o domingo, na volta da Argentina fomos visitar o Marco das Américas ou Marco das Três Fronteiras, onde Brasil, Argentina e Paraguai se encontram, assim como os rios Iguaçu e Paraná, os dois rios que separam as três nações.

tres frontHá um obelisco em cada país, cada um pintado com as cores da sua bandeira. Estávamos do lado brasileiro e podíamos enxergar os outros obeliscos nos outros países. Convém citar que o posicionamento dos três obeliscos forma um triângulo equilátero e dizem  que isto representa a igualdade e o respeito entre os países.

Na segunda-feira, fomos finalmente para a cidade de Punta del Este, no Paraguai, como citei acima. Barraquinhas e vendedores ambulantes pelas ruas, mal conseguíamos andar… Ficamos mais dentro dos shoppings, pois eram mais confiáveis, menos perigosos. Alguns shoppings famosos são o Del Este e o Monalisa. Não achei nada que fosse tão mais barato assim – a não ser os produtos que víamos que não eram de boa qualidade. Mas valeu o passeio. Podemos dizer que passamos por três países em três dias haha.

indo paraguaiNa foto à esquerda podemos ver a chegada à fronteira com o Paraguai, onde passamos direto.

Na terça-feira já estava na hora de voltar pra casa e posso dizer que realizei mais um sonho! Qual será o próximo?