Bonito – Mato Grosso do Sul

Chegou a vez de falar sobre Bonito, que não é por acaso que leva esse nome! Que lugar incrível!

Bom, para chegar lá, parei no aeroporto de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Bonito tem aeroporto próprio, mas ele não é a melhor opção porque os voos, além de poucos, são bem caros! Cheguei em Campo Grande na madrugada de domingo para segunda e dormi em um hostel perto do aeroporto. No dia seguinte, foram mais quase 4 horas de transfer até essa cidade mágica. 

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Terça-feira foi meu primeiro dia de passeio e já comecei conhecendo as grutas de São Miguel e do Lago Azul – aquela super famosa, cartão postal de Bonito. Foi muito interessante poder descer lá e ver esse espetáculo da natureza, mas os passeios são bem curtinhos. No resto do dia, aproveitei para passear pelo centrinho e conhecer a cachaçaria da região e suas cachaças artesanais.

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Na quarta-feira chegou a hora finalmente do passeio a cavalo no Parque Ecológico Rio Formoso. Realizei mais este sonho e de quebra ainda pude aproveitar outras atividades do parque, como andar de caiaque, stand up paddle e tirolesa. E pra terminar o dia, tive que experimentar o famoso pastel de carne de jacaré! 

Já na quinta, fiz a flutuação no rio Sucuri. Realmente ele só tem esse nome por causa do seu formato. Graças a Deus não vi nenhuma cobra por lá, só peixinhos mesmo e duas lontras! A flutuação é bem tranquila e vai um barquinho atrás acompanhando caso alguém não aguente mais, afinal, ficamos nadando por mais de uma hora.

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Vale lembrar que não é permitido levar absolutamente nada, só as câmeras aquáticas ou go pro na mão. Na hora que vamos vestir a roupa de neoprene, já temos que deixar nossos pertences em um locker e as chaves ficam com o rapaz no barquinho.

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Bonito tem muitos passeios e, assim como na Chapada dos Veadeiros, escolhi só os principais. Depois acaba ficando um pouco repetitivo. Por exemplo, nos passeios para os outros rios, seria feita a flutuação novamente. Uma menina que estava no hostel comigo estava com o mesmo passeio (flutuação) marcado no Rio Sucuri e no Rio Prata, então ela optou por cancelar um deles para economizar, pois os passeios são bem caros também. Para ter uma ideia, a flutuação custa em torno de R$200 e o mergulho profissional com cilindro de oxigênio, uns R$500.

O último dia foi só para descansar,  aproveitar a piscina do Bonito HI Hostel e me preparar para mais 4 horas de viagem até Campo Grande. Deu pra voltar pra casa de alma lavada e com as energias super carregadas até a próxima viagem!

 

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Chapada dos Veadeiros

Nestas férias, conheci mais 2 lugares da minha infinita lista de desejos: Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e Bonito, no Mato Grosso do Sul. Mas quero reservar esse post só para a Chapada e no próximo escrevo melhor sobre Bonito.

São muitas as atrações na região da Chapada dos Veadeiros (entre elas mais de 150 cachoeiras) e foi difícil escolher as principais para os três dias em que estive lá.

Para quem não sabe, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros engloba as cidades de Alto Paraíso, Cavalcante e São Jorge. 

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Alto Paraíso é considerada o centro turístico da Chapada dos Veadeiros, é lá que ficam as principais pousadas, lojas e restaurantes (e foi lá onde fiquei); São Jorge fica a cerca de 40 km de Alto Paraíso e se resume a uma ruazinha com lojas, restaurantes e lugares para se hospedar também; já Cavalcante fica a 90 km de Alto Paraíso e é lá que fica a cachoeira de Santa Bárbara, o cartão postal da Chapada dos Veadeiros, com aquela água bem azul, que vou contar melhor pra vocês ao longo deste texto. Cavalcante abriga também parte do sítio histórico da comunidade Kalunga, antigo quilombo de escravos refugiados, onde conhecemos seu povo e comemos sua maravilhosa comida na volta da cachoeira.

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Há todo um misticismo que envolve a região da Chapada dos Veadeiros, pois ela está localizada sob uma placa de 4 mil metros quadrados de cristal de quartzo rosa, que faz com que seja vista como o ponto mais brilhante da Terra. Além disso, ela também é atravessada pelo Paralelo 14, o mesmo que passa por Machu Picchu. 

Acredita-se também que no Jardim de Maytrea (lugar lindíssimo, por sinal, não tirei fotos pois só passei por lá de carro e moto) existe um portal que transporta pessoas a outra dimensão. Eu não vi nenhum ET por lá e o único disco voador foi o da entrada da cidade mesmo hahaha.

Mas primeiro vamos às dicas sobre o transporte. Para chegar a Alto Paraíso, o aeroporto mais próximo é o de Brasília. De lá, peguei um ônibus da companhia Real Expresso para a cidade de Alto Paraíso (o trajeto dura em média 3 horas e meia). 

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Cheguei na madrugada de quinta para sexta, mal dormi e já fui para o passeio de Santa Bárbara. Saímos às 7h da manhã e voltamos às 19h! Foi cansativo fazer esse passeio (que é o mais longo por ser mais distante) logo no primeiro dia, mas como eu estava viajando sozinha, tinha que me encaixar na programação da agência de turismo, não pude fazer minha própria programação. A agência que escolhi foi a Paralelo 14, mas há várias outras agências em Alto Paraíso, é só pesquisar direitinho. 

Ah, um detalhe é que não existe transporte público nem uber na região, então é necessário pegar o contato de táxis ou mototáxis. Por exemplo, quando cheguei, já tinha deixado combinado com um taxista (do qual o hostel me passou o contato) o horário que ele iria me buscar na rodoviária de Alto Paraíso para me levar até o hostel. 

Bom, mas falando sobre Santa Bárbara: que lugar incrível! Primeiro foram 2 horas de carro até certo ponto onde todos param e compram o ingresso para a “cachu” (como chamam as cachoeiras por lá). De lá, todos devem pegar um pau de arara (cerca de 20 minutos) e fazer mais 1.200 km de trilha. Mas tudo isso vale muito a pena! Santa Bárbara é sem dúvidas a atração número 1 de toda a região!

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Depois de Santa Bárbara, ainda fomos para a Cachoeira de Capivara, que fica na mesma região. Foram mais 2 km de trilha (acho que fazem de propósito para nos dar fome) e fomos almoçar só às 16h, no sítio dos Kalungas, que eu tinha comentado acima. Pagamos R$35 e comemos à vontade. Arrisco dizer que foi a melhor refeição que já fiz na vida! Não sei se foi a fome depois de duas cachoeiras, mas realmente vaca atolada, carne com mandioquinha, mandioca, abóbora, farofa de banana… estou salivando só de lembrar daquele almoço!

Uma pausa no Mirante Nova Alvorada para apreciar o pôr do sol e voltamos para o hostel.

No 2° dia foi a vez de visitar a cachoeira do Segredo, que já fica no outro sentido, depois de São Jorge (Alto Paraíso fica no meio, para um lado é Cavalcante e para o outro é São Jorge). 

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Ah, um parêntese para dizer que no caminho passamos em frente uma parte do gigante Parque Nacional, mas não consegui conhecê-lo pois são 6 km de trilha para ir mais 6 para voltar! É preciso um dia inteiro e eu não tinha esse tempo, além de não ter esse passeio na agência nos dias em que fiquei lá. Pra mim foi o que ficou faltando para a viagem ser perfeita! Apesar de dizerem que as cachoeiras de lá não são as mais bonitas e que eu conheci as duas principais, é lá que fica o Mirante de Janela, outro cartão postal da Chapada. Acho que eu andaria os 12km só pra ter essa foto lá e voltar, mas tudo bem.

Voltando à cachoeira do Segredo, foram 3km de trilha pra ir mais 3 pra voltar, porém, bem no meio do caminho tem uma piscina natural maravilhosa que eles chamam de prainha. Paramos na prainha para um mergulho e depois seguimos na nossa trilha, onde encontramos também a fonta da juventude e fomos beber dessa água. Não custa tentar, né!?

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Chegando na cachoeira do Segredo, nos deparamos com aquela coisa linda que não dá pra explicar, só vendo mesmo. Na volta, paramos para almoçar  em São Jorge e conhecer as lojinhas, onde comprei algumas pedrinhas. Mais um dia perfeito concluído com sucesso!

Eu tinha fechado só esses dois passeios de sexta e sábado, pois no domingo meu ônibus sairia às 13h45 para a rodoviária de Brasília, mas lá na hora me deram a ideia de contatar um mototáxi e perguntar se era possível fazer o passeio até o Vale da Lua na parte da manhã, pois eu não queria ir embora sem conhecer esse lugar mágico! Os passeios de mototáxi são uma boa opção para quem está sozinho e também te dão a liberdade de escolher o dia e horário do passeio sem depender da agência. 

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Contratar esse serviço foi a melhor coisa que fiz, além de aproveitar minha última manhã e poder sair de lá conhecendo quase tudo o que queria conhecer, andar de moto por aquelas trilhas foi outra sensação, muito diferente de andar de carro! Só pra concluir falando um pouquinho do Vale da Lua, ele é conhecido assim pela forma curiosa das suas rochas que foram talhadas pela força da água e lembram o solo lunar. Eu não poderia ter concluído de melhor forma essa viagem.

Hora de partir para o próximo destino: Bonito. Vamos comigo?


Las Vegas, Grand Canyon e LA

Nestas férias, consegui realizar mais um sonho: conheci Las Vegas, Grand Canyon e Los Angeles.

Demorei tanto tempo pra tirar esse plano do papel, mas valeu muito a espera. Tudo tem sua hora certa pra acontecer e agradeço pelos amigos que fiz ao longo desta viagem!

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Downtown Las Vegas com a Amanda

Cheguei em Vegas numa quinta-feira de manhã. Fiquei hospedada no Las Vegas hostel, no centro de Las Vegas. O hostel em si é bem legal, mas a localização era mais ou menos. Ficava a umas 8 quadras ou 15 a 20 minutos caminhando das atrações da “Freemont Experience”.

Vou explicar: as atrações de Las Vegas são basicamente concentradas em 2 grandes avenidas. A avenida Freemont, onde fiquei hospedada (mas fiquei bem no final dela), que é conhecida como “Downtown Las Vegas” e a outra avenida que é a Las Vegas Boulevard, mais conhecida como “Strip”.

A “Strip” é a mais famosa, onde ficam os hotéis e cassinos mais chiques, como o Caesar’s Palace, o Paris, o Bellagio etc.

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Já a Freemont, também tem hotéis e cassinos bem legais, mas não tão famosos. A diferença é que é uma rua fechada e à noite tem vários shows de graça, o que eu achei bem melhor (e conversando com alguns locais, eles disseram que realmente preferem a Freemont p/ sair à noite).

Porém, obviamente a “Strip” é obrigatória, principalmente para os turistas. Ou seja, o ideal é conhecer a noite das duas.

Agora que está explicado, vou voltar do começo. No meu primeiro dia, fiz o check in no hostel e fui andando as 8 quadras até o centro da Freemont para almoçar e conhecer o local. Ah, sobre a distância: realmente 15 ou 20 minutos andando é bem tranquilo e eu poderia fazer isso todos os dias, o problema é a vizinhança. Como é bem no centro, na parte “velha” da cidade, há muitos moradores de rua e um pessoal bem estranho. Então durante o dia eu sempre caminhava, mas à noite tinha que pegar uber, não tinha jeito. Até os motoristas diziam que por ali era meio perigoso.

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Bom, à noite fui finalmente conhecer a “Strip” com a Amanda, uma amiga brasileira que fiz no hostel. Andamos pelos mais famosos cassinos, vimos aquele famoso show das fontes coloridas em frente ao Paris Hotel, com a Torre Eiffel de fundo, a coisa mais linda! Só não subimos no topo da Torre pois estava muito frio – e eu já subi no topo da Torre Eiffel de verdade mesmo haha. Mas para quem interessar, o valor é U$25. Para quem quiser uma vista panorâmica de Las Vegas, tem também a famosa roda gigante e a torre “Stratosphere”. Ambas com valor aproximado ao da Torre Eiffel.

Na sexta-feira, foi dia de acordar bem cedo e sair 6h da manhã para visitar o Grand Canyon – que fica no estado do Arizona, ao lado, porém é muito comum quem vai à Las Vegas fazer esse bate e volta.

Eu já havia comprado o passeio com antecedência. Pesquisando no google, há várias opções, várias agências. Eu fiz com a Grand Canyon Tours. Agora uma coisa que deixa muitos em dúvida é a escolha entre ir para o lado sul e para o lado oeste do Grand Canyon.

Há vários sites que podem explicar as diferenças entre os dois lados. Basicamente, o lado oeste é mais próximo para quem quer fazer o bate e volta de Vegas. Porém, o lado sul é o mais famoso, é de onde conseguimos ter aquela vista clássica.

Eu cheguei a ficar em dúvida, pois no lado oeste construíram a “Skywalk”, que seria uma espécie de passarela de vidro, ou seja, você poderia andar em cima do Grand Canyon.

Aparentemente, ela foi construída para atrair mais turistas para o lado oeste, pois a maioria prefere ir ao lado sul. Porém, pesquisando melhor depois, descobri que não é possível entrar com celular nem câmera no “Skywalk” e que eles tiram uma foto sua lá em cima, mas o valor dessa foto é de U$80! Além disso, li que essa passarela nem é tudo isso que parece. Mas o que me fez definitivamente escolher ir para o lado sul, foi que neste passeio, é feita a parada na Rota 66, já no lado oeste o ônibus não passa por lá.

Então, lado sul escolhido, sabia que seria um dia longo. O ônibus me buscou no hostel às 6h e me deixou de volta às 22h30. Mas valeu muito a pena!

No caminho da ida, fizemos duas paradas: no Hoover Dam (a famosa represa no rio Colorado)  e, finalmente, na Rota 66. Na verdade, fiquei um pouco decepcionada quando descobri que a Rota 66 foi desativada em 1985 e boa parte dela não existe mais. Originalmente, ela tinha 3938 quilômetros. Iniciava em Chicago, Illinois, e passava pelos estados de Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e terminava na cidade de Santa Mónica, na Califórnia. Hoje, há apenas alguns trechos com umas lojinhas, algo só para atrair os turistas.

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Mesmo assim, só de parar nesse pedacinho da estrada e ver essa lojinha com essas motos e carros antigos, já foi um sonho realizado pra mim. Ficamos tão empolgadas lá dentro (eu e a Viktoria, amiga ucraniana que fiz no ônibus), que perdemos a hora combinada de voltar para o ônibus e quando chegamos lá ele já tinha partido. Sim, fomos abandonadas em plena Rota 66. Agora é uma história engraçada, mas na hora foi desesperador. Estávamos ali no meio do deserto sem ter como voltar – e a Viktoria tinha deixado a bolsa dela no ônibus. Então pedimos na lojinha para ligarem para a agência e, como ainda estavam perto, voltaram para nos buscar. Mas lá é assim, se não voltar na hora combinada, eles largam a gente mesmo! Não estão nem aí!

Passado o susto, seguimos finalmente para o Grand Canyon. Que lugar mais lindo! Ficamos lá por cerca de 3 horas andando e tirando fotos de todos os ângulos possíveis. Uma coisa a menos na minha lista! Foi um dia cansativo, mas bastante proveitoso!

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No sábado, andei mais um pouco pelo “Downtown Las Vegas” e fui cedo para a “Strip”, então fui de ônibus mesmo – os ônibus tem os nomes das atrações nas paradas, pois a “Strip” é bem longa. Ah, de downtown para a strip também não é longe, dá uns 15, 20 minutos de ônibus.

Eu parei na plaquinha “Welcome to Fabulous Las Vegas” para tirar a clássica foto. Era uma das últimas paradas e só então descobri que a plaquinha fica bem do lado do aeroporto. Não tinha visto quando cheguei. Outra coisa que todos procuram em Vegas são as famosas capelas onde as pessoas se casam. Ao longo deste caminho é possível ver várias delas.

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No final de tarde, fui tomar alguns drinks no Hard Rock Café e de lá fui para o Cosmopolitan, ambos na “Strip”.

Mas como a melhor noite é em “Downtown Las Vegas”, fui pra lá depois assistir os shows na Freemont Experience. Esse foi definitivamente o melhor dia!

No dia seguinte, peguei o ônibus para Los Angeles. São 6 horas de distância de uma cidade para a outra de ônibus (Greyhound), contando com as paradas. Neste dia estava bem cansada e, como cheguei em LA no final de tarde com chuva, não conheci nada da cidade. Fui dormir e deixei para o dia seguinte.

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Infelizmente choveu nos 4 dias em que estive em LA, mas como uma boa turista, não poderia deixar a chuva me impedir de conhecer os principais pontos turísticos. A primeira coisa que fiz quando saí do hostel na segunda-feira foi comprar um guarda-chuva. Porém, com o vento, este virou e quebrou duas quadras depois! Então, comprei uma capa de chuva. Não foi muito legal andar pela Hollywood Boulevard (onde fica a calçada da fama) com aquele tempo, parando para tirar as fotos com o celular todo molhado – e eu também. Mas consegui ver as estrelas dos meus artistas favoritos, assim como o Dolby Theater e o teatro chinês.

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Depois, tentamos ainda ir ver a Hollywood Sign… e que saga pra conseguir chegar à famosa plaquinha!

Já tinha lido na internet que dava pra pegar um uber para chegar o mais perto possível da placa, mas também que era possível ir ao Griffith Observatory e de lá fazer uma trilha p/ chegar à plaquinha. Porém, quando chamamos o uber, o motorista não conhecia o local muito bem e lá em cima perdemos o sinal, então ele não conseguia olhar no gps. Era uma segunda-feira e aparentemente o observatório está fechado todas as segundas-feiras, então não dava nem para pedirmos para o motorista nos deixar lá. Sem nenhuma alma viva pra dar informação, sem sinal de internet e com a chuva caindo, decidimos voltar para o hostel e tentar no dia seguinte.

Graças a Deus na terça-feira a chuva deu uma trégua pela manhã. Foi a única trégua nos 4 dias em que fiquei lá. Parece que só parou nesse momento pra eu poder ver a plaquinha e depois já voltou e não parou mais.

Pegamos o uber até o observatório, pois o trauma do dia anterior nos fez pensar que seria melhor não tentar chegar mais perto, uma vez que não haveria sinal de internet e poderíamos nos perder no meio daquele mato todo. Nos contentaríamos apenas em ver a plaquinha de longe, do observatório.

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Plaquinha bem de longe, do Griffth Observatory

Porém, quando chegamos, vimos que a plaquinha estava realmente muito longe. As fotos não ficaram boas e foi então que conhecemos dois americanos, de Orlando, que iam fazer a trilha e decidimos acompanhá-los. Então estávamos os quatro: eu, a Viktória (ucraniana que eu havia conhecido no Grand Canyon e depois nos encontramos de novo em LA) e os dois americanos.

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Depois de quase 3 horas de trilha, conseguimos chegar o mais próximo possível da plaquinha, de onde são tiradas as famosas fotos. Porém, uma dica muito importante: dá pra pedir para o uber parar bem perto da placa e depois só é preciso andar uns 5, 10 minutos. Só ficamos sabendo disso na volta, quando encontramos outras pessoas e conseguimos sinal de internet (sim, pegamos uber pra voltar, depois de tudo o que passamos na ida… e estava começando a chover bem nessa hora).

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É até aqui que o uber consegue chegar; daqui pegamos o uber na volta

 

Na verdade, tínhamos tentado fazer isso, só que o motorista do uber que tínhamos pegado não era local e não sabia como nos deixar mais perto sem o sinal de internet, como expliquei acima. Deveríamos ter tentado com outro motorista de uber que talvez soubesse, mas fazer o que… Acabou sendo divertido! E conhecemos os dois americanos, com quem acabei pegando carona para Santa Monica depois.

Infelizmente, o pouco tempo que passei em Santa Monica não foi como imaginei! Estava chovendo MUITO! E praia com chuva sabe como é, muito vento… não deu pra ficar muito tempo! Tirei minha foto na clássica plaquinha no píer de Santa Monica, que marca o final da Rota 66 (com uma capa de chuva horrível, mas pelo menos tirei a foto) e também encontrei meu amigo Fernando, mexicano que eu tinha conhecido no intercâmbio no Canadá em 2015.

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No dia seguinte, a chuva continuava bem forte e procurávamos um lugar fechado para andar, pois eu já estava gripada e cansada de andar embaixo de chuva. Estávamos eu, a Viktoria (da Ucrânia), a Dolores (argentina que conheci no hostel em LA) e o Fernando (meu amigo mexicano), que veio de Santa Monica (que fica a 1 hora de distância de onde estávamos, perto de Hollywood). Fomos ao centro comercial The Grove e ao Farmer’s Market, porém não sabíamos que era aberto. Almoçamos por lá, mas depois seguimos para o Beverly Center, shopping super luxuoso em Beverly Hills, só para conhecer mesmo e poder ficar algumas horas embaixo de um teto e esquecer que estava chovendo! Não fomos conhecer as mansões dos famosos por conta da chuva.

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No final de tarde, fomos para uma happy hour num barzinho chamado Barney’s Beanery, em West Hollywood (ou We-Ho, como chamam os locais), na Santa Monica Boulevard. Outra avenida cheia de barzinhos legais para conhecer à noite de LA é a Sunset Boulevard.

Então, apesar da chuva, consegui ver tudo que queria e aproveitar bastante LA ainda!

No dia seguinte, estava na hora de partir para Vegas, onde passei minha última noite downtown e peguei o voo para o Brasil no dia seguinte de manhã. Foi uma viagem inesquecível!


Jericoacoara

Meu primeiro destino de 2019 foi Jericoacoara e eu não poderia ter começado melhor esse ano! Que lugar mágico!

Apesar de ter tido um grande contratempo na ida – perdi meu voo, pela primeira vez na vida, por conta do trânsito de final de ano e tive que comprar outra passagem lá na hora e passar a noite sem dormir esperando o próximo –, chegar em Jeri compensou tudo o que passei sem a menor sombra de dúvidas!

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Como gosto de começar meus textos sempre com dicas e informações úteis antes de partir para as atrações, gostaria de explicar que desci diretamente no aeroporto de Jericoacoara e de lá peguei um transfer para o centro de Jeri. O trajeto é meio longo, quase 1 hora. E o valor foi R$75,00 para ir e R$75,00 para voltar (eu tinha combinado esse transfer com o pessoal do hostel onde fiquei, o Mandala Hostel). Porém, se fosse por Fortaleza, seria quase 4 horas de distância e o transfer custa em média R$300,00 por pessoa, pelo o que vi na internet – só a ida. Como Fortaleza não estava nos meus planos, preferi ir diretamente para Jeri.

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Uma coisa que eu não posso esquecer de contar para vocês é que, ao chegar em Jeri, passamos por uns guichês onde temos que dizer o número de dias que vamos ficar e acertar o valor de R$5,00 por dia. Se trata de uma taxa de turismo sustentável, de acordo com a lei 107/2015. Eles nos entregam um recibo e dizem que temos que apresentar ao sair da cidade, porém, ninguém me pediu nada no aeroporto.

No primeiro dia, fomos para a praia ali do centro, bem em frente à rua principal, onde tem as dunas que o pessoal gosta de sentar para assistir ao pôr do sol. Cheguei um pouco atrasada, mas deu tempo de fazer tudo conforme minha programação. À noite ficamos pelos barzinhos – que aliás, é o que não falta! Tem muuuita opção! – e pelas barraquinhas de drinks em frente à praia e mais tarde ainda fomos para o forró!

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Praia do Mangue Seco

Queríamos ter ido para o Café Jeri, a famosa e concorrida balada sunset, mas não conseguimos no primeiro dia pois não sabíamos que tinha que chegar tão cedo. Aliás, tudo em Jeri acaba meio cedo. Essa balada começa lá pelas 16h, 17h e acaba por volta das 21h, depois o pessoal fica em um espaço lá embaixo. O forró, o samba e as outras atrações acabam por volta das 2h. Mas foi ótimo, assim tivemos disposição para fazer os passeios!

Saímos às 9h30 na sexta-feira para fazer o passeio de buggy. O valor é de R$400,00 e pode ser dividido entre 4 pessoas. Nós (eu e a Lívia, minha amiga que foi comigo) fizemos mais 2 grandes amigos durante a viagem e deu certinho para fazermos os passeios.

Neste dia, fizemos o passeio “lado oeste”, que passava pela praia de Mangue Seco, as dunas e a lagoa de Tatajuba.

No final do passeio, tomamos um banho e fomos correndo para a fila do Café Jeri. Que balada é essa! Eu que não sou muito de balada adorei! É obrigatório para quem for para Jeri!

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Café Jeri

No dia seguinte, fizemos o passeio “lado leste”, que passava pela lagoa azul, lagoa do paraíso, praia de Preá, árvore da preguiça e a pedra furada, que na verdade não dá para ir de carro até lá (neste dia, fomos de hilux pois era mais barato que o buggy: R$60,00 por pessoa). A hilux iria nos deixar em um certo ponto e de lá teríamos que andar mais 45 minutos até chegar à pedra. Então optamos por não ir e fomos nos arrumar para voltar ao nosso querido Café Jeri.

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Árvore da preguiça

Apesar de ter sido pouco tempo, deu pra fazer tudo o que queria, mas recomendo ficarem mais tempo em Jeri apenas curtindo nas redes à beira mar ou apreciando o pôr do sol deste lugar que não é à toa que é conhecido como o paraíso do Brasil!


Ilha de Páscoa – o lugar mais isolado do mundo

Muitos não sabem, mas para ir à Ilha de Páscoa há somente um voo por dia e somente uma companhia aérea vai até lá: a latam. Todos os vôos fazem obrigatoriamente escala em Santiago do Chile e, no nosso caso, a espera foi bem longa! O nosso voo estava previsto para sair de Guarulhos na sexta-feira, dia 06 de julho, às 21h50 e chegar em Santiago às 01h13. De Santiago tivemos que esperar até 08h35 para pegar o voo para Ilha de Páscoa e estava previsto para chegarmos lá às 12h25. Porém, o que não prestamos atenção foi no fuso horário. Quando chegamos 12h25 na Ilha, já era 15h25 no Brasil, ou seja, mais de 17 horas em trânsito.


Apesar do chá de cadeira, obviamente vale muito a pena ir a esse lugar mágico! A 3700 km de distância do Chile, a Ilha tem cerca de 160 km de extensão, mais ou menos do tamanho da minha cidade, Guarujá, e seu aeroporto é a coisa mais linda, bem pequenininho (fotos acima)! E é super engraçado você chegar e já saberem seu voo, afinal só tem um por dia.
Quando chegamos, o rapaz do transfer já estava nos esperando com dois colares de florzinha feitos a mão – o povo rapa nui, como são chamados, é muito caprichoso!
Chegamos no hostel em cerca de 15 minutos. Nosso hostel ficava no centro (chamado de Hanga Roa), bem na rua principal – assim como a maioria dos hostels/hotéis, restaurantes, tudo! Era tudo bem pertinho. Assim que chegamos, já fomos na agência de turismo para reservar o nosso passeio para o dia seguinte.

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Foi aí que veio o susto: o valor era equivalente a quase R$300 por pessoa para um dia inteiro de passeio guiado. Incluía somente o transporte e o almoço. Porém, não tínhamos opção a não ser contratar esse serviço, pois não nos garantimos para alugar um carro e dirigirmos sozinhas e não há transporte público na Ilha; e se pegássemos um táxi talvez ficasse mais caro ainda para parar em todos os lugares que queríamos e não teríamos toda aquela parte histórica, a explicação de um guia! Então, fechamos! Mas se fossem “só” esses R$300 por pessoa estaria bom. O problema é que tínhamos que pagar mais quase R$300 por pessoa do ingresso que é necessário apresentar na entrada das atrações. É um único ingresso válido por 10 dias em todos os lugares do parque e tínhamos que comprá-lo separadamente em uma das “bilheterias” espalhadas pela cidade. Isso eu acho de extrema importância citar aqui, pois não encontrei essa informação em nenhum dos blogs que li! E não estávamos preparadas, ainda bem que existe cartão de crédito internacional!

É importante citar também que em toda Ilha eles aceitam dólares além de pesos chilenos. Independentemente da moeda que você escolher para pagar suas refeições e seus custos durante sua estadia, esteja preparado! Tudo é bem caro. Uma garrafa d’água custa em torno de 2 mil pesos = R$12,00, mesmo nos supermercados, fora de gelo. Imagine então as outras refeições… Mas é o que eu sempre digo: tudo é possível com planejamento!

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Bom, agora que já estão avisados das “desvantagens”, vamos focar nas vantagens – que são em quantidade muito maior, sem sombra de dúvidas!
No primeiro dia estava chovendo bastante e nós estávamos bem cansadas, então só descansamos para estarmos bem para o dia seguinte, que seria longo e cheio de passeios.
O primeiro lugar onde paramos foi o sítio arqueológico do vulcão Rano Raraku (foto abaixo).

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Há mais de 300 moais espalhados só neste local – ah, esqueci de mencionar antes, mas há mais de 800 moais espalhados em toda a Ilha. Há muitos mistérios sobre como as estátuas foram feitas há tantos séculos atrás. Só sabemos que foram feitas por motivos religiosos, em adoração a seus ancestrais. Não vou focar muito na história do local, pois isso é fácil de encontrar em qualquer site, vou falar mais sobre minha experiência pessoal. Mas só por curiosidade, muitos não sabem, mas o nome “Ilha de Páscoa” surgiu porque a chegada dos europeus à Ilha foi num domingo de páscoa, em 1722.

Mas voltando ao Rano Raraku, infelizmente não conseguimos chegar mais perto do vulcão, mas nestas fotos podemos vê-lo ao fundo.


Nossa próxima parada foi em Tongariki, onde podemos ver os famosos moais um ao lado do outro (fotos acima neste post).
Em Akahana vimos as ruínas das antigas casas e alguns moais destruídos, além de uma linda vista para o oceano pacífico.

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Depois de uma pausa para o almoço, fomos a Te Pito Kura (o umbigo do mundo), onde há uma pedra (que supostamente há poderes concedidos pelos deuses) cercada por outras quatro menores que representam os pontos cardinais. Lá podemos encontrar também um dos moais caídos (supostamente na mesma posição em que foi derrubado nos confrontos das décadas passadas). Lembrando que TODOS os moais que estão em pé espalhados pela Ilha foram restaurados.

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Nossa última parada foi na praia de Anakena, outro cartão postal da Ilha, com mais famosos moais.

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Na segunda e na terça-feira aproveitamos o tempo livre para andar por Hanga Roa e pela rua principal. Desci pela praia e tive meu primeiro contato com as águas do oceano pacífico, comi ceviche, vi até um simulado de tsunami. Nessa hora, começou a tocar uma sirene e todos foram para o ponto de encontro combinado, bem do lado da igreja. Estávamos indo em direção ao mar e fomos barradas. Tivemos que esperar a simulação acabar para poder ir lá.

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Caminhando pela beira do mar, encontramos alguns moais de concreto, decorativos… E, passando o cemitério, chegamos a Tahai e a Hanga Kioe, mais alguns dos famosos pontos turísticos da Ilha.

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Ah, sobre o mergulho, fui pedir informação e custava 45 mil pesos = R$270 por pessoa. Porém, o rapaz me explicou que só há uma estátua no fundo do mar, que fica a cerca de 25 mil metros de profundidade e somente profissionais podem ir lá. Para os turistas, era só um mergulho “normal”, por isso decidi não fazê-lo.

Partimos da Ilha de Páscoa no final da tarde de terça-feira. Ficamos quatro dias, o que eu sugiro que é suficiente para conhecer suas principais atrações.

Mais um sonho realizado! Próximo?

 

 


Uma semana a bordo do MSC Preziosa

A viagem desse final de ano foi completamente diferente pra mim: viajei pela primeira vez de navio! Sempre tive vontade de fazer um cruzeiro e finalmente consegui riscar mais uma coisa da minha lista!

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Já tinha visitado o MSC Opera quando uma amiga cantava nele e ele estava atracado em Santos; tivemos a oportunidade de passar um dia lá dentro, mas agora que realmente fiquei lá por uma semana, percebi que aquele dia de visita não foi o suficiente pra ter noção de como realmente é fazer um cruzeiro.

Também já tinha feito entrevista para trabalhar em um navio e de última hora acabei desistindo, pois apareceu outra oportunidade e, como já disse aqui outras vezes, as pessoas vivem me dizendo “você deveria ser aeromoça ou trabalhar em navio”, mas não é exatamente o que quero. Sei lá, não sei explicar, acho que não aguentaria muito tempo dentro de um lugar, fechada, principalmente no ar ou no mar. De qualquer forma, para uma viagem assim de uma semana como a que fiz, achei o máximo! A experiência foi perfeita, uma das melhores viagens que fiz na minha vida e com certeza vai ficar pra sempre na memória!

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Chegamos no porto de Santos sexta-feira por volta da hora do almoço, havia uma grande fila para embarcar. É como se fosse um aeroporto mesmo, despachamos as malas, passamos pelo raio x… Mesmas regras! O navio só estava previsto para partir às 19h, mas já podíamos passar o dia todo conhecendo o navio, só não deu para usar a piscina porque estava em manutenção, mas almoçamos e nos situamos pelo navio – neste dia o buffet estava caótico, pois ainda não sabíamos que havia mais opções lá pra trás e todo mundo fez uma fila gigante bem na parte principal, mas foi o único problema que tivemos durante os 7 dias, a MSC é realmente muito organizada.

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O MSC Preziosa tem 18 andares com milhares de atividades. Cassinos, bares, teatro, cinema – este é pago à parte – academia, spa etc. Ficamos no 13º andar. Abaixo, uma foto que tirei do andar que estávamos com a descrição de tudo que tem no navio andar por andar.

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Para quem nunca fez um cruzeiro, vou explicar: quando você compra a viagem, toda a comida já está inclusa; só os pacotes de bebida são cobrados à parte. Nós tínhamos o pacote clássico, onde podíamos beber água, refrigerante, cerveja e vinho à vontade durante as refeições. Mas se quiséssemos algum drink diferente ou alguma bebida foram do horário das refeições, tínhamos que pagar. Cada uma de nós – eu estava com minha mãe, minha tia e minha prima – tinha um cartão de identificação e tudo que gastávamos a mais era marcado lá. Ao final do cruzeiro, pagamos com o cartão de crédito só estas despesas extras – lembrando que tudo dentro do navio é cobrado em dólares.

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De qualquer forma, acho que vale muito a pena fazer um cruzeiro, pois você paga um valor que já inclui acomodação, transporte e comida, tudo junto. Quando fazemos uma simples viagem, sempre acabamos gastando muito mais. É claro que tem as paradas nas cidades e, se você quiser comprar algo na cidade onde descer, almoçar ou fazer algum passeio, vai acabar gastando a mais nisso também, mas é só se planejar. No caso deste cruzeiro que fizemos, ele parou em quatro cidades: Búzios, Salvador, Ilhéus e Ilha Grande – Angra dos Reis. Já explico mais para vocês sobre o roteiro.

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Como disse acima, na sexta-feira o navio ficou só parado em Santos. Partimos em direção à Búzios no final de tarde e à noite já começaram as atividades. Toda noite recebíamos em nossa cabine um panfleto com a programação do dia seguinte, onde havia várias informações. Por exemplo, quais eram os shows, qual era o espetáculo no teatro, se era alguma noite temática, eles diziam qual traje deveríamos usar, se era dia de parar em alguma cidade, tinha o horário que chegaríamos lá e o horário que partiríamos para podermos nos programar – lembrando que não era obrigatório descer nas cidades, podíamos ficar dentro do navio só aproveitando as atividades oferecidas lá dentro se preferíssemos; também podíamos desembarcar e embarcar de novo quando quiséssemos. Por exemplo, se o navio ficou parado em Búzios das 8h às 17h, podíamos descer às 12h e voltar às 15h para o navio sem problemas, só para conhecer o centro rapidinho e conseguir voltar e aproveitar o navio por mais tempo.

Na primeira noite, depois do jantar fomos ver o espetáculo no teatro – isso era de lei, todas as noites íamos ao teatro e os espetáculos eram maravilhosos, depois sempre íamos para algum barzinho ou show ou festa, de acordo com a programação da noite –, o tema da festa nessa noite foi florido, então quem tivesse roupas floridas poderia usá-las, mas não tinha problema se você não tivesse, havia muitas pessoas que não sabiam dessas noites temáticas e não levaram roupas específicas.

No sábado, o navio chegou em Búzios de manhã, descemos e fomos passear pela Orla, onde tem as estátuas de Juscelino Kubitschek e Brigitte Bardot (foto acima), andamos pela rua das pedras e pelas lojinhas e voltamos para o navio. Nesta noite, teve um tributo ao U2 e a festa fluo, entre outras atrações.

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No domingo, o dia foi só de navegação, sem nenhuma parada, pois estávamos indo em direção à Bahia e chegaríamos em Salvador só na segunda-feira de manhã. Então neste dia consegui ir à academia e aproveitamos o dia na piscina e nas jacuzzis. À noite, o tema foi gala e todos estavam super bem arrumados, além disso teve um tributo aos Beatles – aliás, devo dizer que o navio está de parabéns em relação à música. Não estou dizendo isso por causa desses tributos que mencionei, mas porque tinha vários espaços para tudo quanto é tipo de música, para tudo quanto é gosto! Ah, e o pessoal da animação… O que eram esses meninos!? Durante a viagem inteira, não deixavam ninguém ficar entediado, nos tiravam pra dançar, brincavam… Olha, com certeza a viagem não seria a mesma sem eles! Abaixo, foto com um deles na noite do branco.

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Na segunda de manhã, paramos em Salvador, conhecemos o Pelourinho, a rua onde o Michael Jackson gravou o clipe de “They don’t care about us” com o Olodum e o elevador Lacerda… tudo bem pertinho de onde o navio parou, fizemos tudo andando, assim como em Búzios. À noite, foi o dia da festa do branco que mencionei acima.

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Na terça-feira de manhã, chegamos em Ilhéus. Lá foi um pouco diferente, pois paramos bem afastado de tudo e tivemos que pagar um passeio à parte para ir até o centro. Assim que descemos do navio, tem várias vans com pessoas nos chamando para os passeios. Pegamos uma delas e fomos até a casa de Jorge Amado, a estátua do Cristo de Ilhéus e a praia dos Milionários. Lembrando que a MSC também tem os pacotes de passeios que podemos fechar, mas sairia bem mais caro. Vale a pena descer do navio e comprar esses passeios lá fora.

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À noite teve tributo ao Elvis e a festa do rock – foi a melhor noite na minha opinião! Os shows foram demais!!!

Na quarta-feira, mais um dia só de navegação, pois estávamos voltando já, indo em direção à Angra dos Reis. Consegui ir na academia de novo e ficar na piscina o dia inteiro… imagina se tem como uma viagem dessas dar errado!? Eu tinha tudo o que precisava pra ser feliz lá dentro! Ainda por cima à noite teve um tributo ao Michael Bublé e Frank Sinatra!

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Na quinta-feira de manhã, chegamos em Ilha Grande e, assim como em Ilhéus, tivemos que pagar um passeio à parte de escuna para aquelas praias lindas e a Lagoa Azul, onde mergulhamos. À noite, tributo ao Elton John e o tema da festa principal era Carnaval! Estou tentando resumir bastante, pois realmente foi muita coisa e foi tudo muito intenso, se eu explicar tudo com detalhes, o texto vai ficar imenso. Sexta-feira de manhã bem cedinho o navio já chegou em Santos e já era a hora de partir. Agora só ficam as memórias dessa semana incrível! Até a próxima!


Finalmente Oktoberfest!

Este ano consegui riscar mais uma coisa da minha lista: ir ao Oktoberfest, em Blumenau – e sim, demorei muito pra vir aqui escrever sobre, mas antes tarde do que nunca.

Nunca tinha conseguido ir, pois é bem no meio de outubro e os feriados raramente emendam onde eu trabalho, assim, só consigo viajar nos meses de férias mesmo – dezembro, janeiro ou julho.

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Foi muito bom conseguir dar essa escapada “no meio do semestre”. Saímos daqui na madrugada de quarta para quinta – de 11 para 12 de outubro – e após umas 14 horas de estrada, chegamos em Gaspar – cidadezinha ao lado de Blumenau, onde ficamos hospedados.

Quem já foi pra lá, sabe que é muito difícil – e muito caro – conseguir hospedagem em Blumenau mesmo, então sempre é uma boa opção olhar as cidades próximas, na região conhecida como “Vale Europeu”.

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Por falar nisso, uma dessas cidadezinhas é Itajaí, onde acontece o festival da Marejada. E é pra lá que fomos na nossa primeira noite. Se trata de um festival de gastronomia portuguesa, com foco mais na comida e não tanto na bebida. Comemos bacalhau, sardinha e todas essas delícias do mar!

Na sexta-feira foi dia de passear pela cidade de Ilhota e suas lojinhas de biquíni e lingerie. É tudo muito barato, vale bastante a pena fazer umas boas compras lá!

Após um belo almoço e um passeio na cachaçaria só experimentando cachaças com vários sabores diferentes, nos preparamos para ir para o Oktoberfest!

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Que festival é esse, meu Deus!? Superou as minhas expectativas! Forramos a barriga de “eisben”, o famoso e delicioso joelho de porco para podermos experimentar os vários tipos de cerveja artesanal – vários mesmo, tinha até sem glúten!

Vale lembrar que o valor do ingresso no dia que fomos, sexta-feira, é de R$40,00 inteira. Não tem nada incluso, é só a entrada mesmo. Lá dentro você deve pagar as bebidas, comidas e lembrancinhas a parte. Aqui está o site oficial para quem quiser saber mais sobre os valores para os outros dias, além de ver mais informações sobre o festival. Ah, e a entrada é cobrada somente para quem pretende ficar após as 18h. Antes disso é aberto ao público e às 18h eles começam a conferir os ingressos. É claro que vale muito a pena pagar para ficar lá à noite, quando tem os shows e toda a graça!

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Sobre o festival, só indo mesmo para entender… só posso dizer que dá vontade de ir todo ano!

No sábado, apesar da vontade de voltar para o Oktober, já tínhamos comprado as entradas para o Fenarreco, outro festival de gastronomia alemã, na cidade de Brusque. Antes íamos tentar ver o desfile do Oktoberfest que acontece na parte da tarde e é aberto ao público, mas choveu bastante e ele foi cancelado.

Ao chegar na Fenarreco depois de ter ido para o Oktoberfest, tive uma pequena decepção, pois não há como comparar. Lógico que valeu a pena só pelo fato de ter conhecido outra cidade e também pelo delicioso marreco que comemos! Mas foi mais “família”, menos bagunça… mais pra comer mesmo, como a Marejada de Itajaí.

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Antes de vir embora, eu não poderia deixar de tirar uma foto no famoso letreiro de Blumenau. Eu tenho um “crush” por letreiros, não sei explicar! Acho o máximo, em toda cidade que eu vou que tem letreiro, gosto de tirar foto! Fico muito triste toda vez que lembro que estive em Amsterdam e em Toronto e perdi a oportunidade de tirar foto nos letreiros desses lugares. Então, dessa vez não quis perder mais uma… fomos de baixo da maior chuva só pra tirar essa foto! E valeu a pena, voltei pra casa com a sensação de missão cumprida! Agora é só esperar até 15 de dezembro para a minha próxima viagem que já está comprada… Pra onde será!? Hahaha…

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