Do Havaí até a Austrália de cruzeiro

Chegou a hora de contar sobre essa viagem super especial! Chegamos no Havaí no sábado por volta das 18h após 7 horas de conexão em Los Angeles.

Apesar do cansaço, pois no Brasil já seria 1h da manhã e estávamos viajando desde as 22h do dia anterior, saímos para aproveitar a noite na cidade pois nosso tempo lá era curto.

Sunset Beach – North Shore

Não conseguimos chegar a tempo de assistir um show de hula porque começava às 18h30 e até pegarmos as malas no aeroporto e passarmos no hotel para deixá-las, acabou não dando tempo. Mas conseguimos passear pela rua principal, onde tem o International Marketplace Mall e estava tendo uma feirinha com várias barraquinhas de comidas, onde consegui comprar meu sushi e minha bebida no abacaxi (foto abaixo).

Fomos andando até a praia e chegamos até a famosa estátua do surfista Duke Kahanamoku (foto abaixo), mas não via a hora de conseguir ver melhor a praia durante o dia!

No domingo era a hora de fazer o tour pela ilha de Oahu que havíamos reservado.

Começamos o dia indo até Pearl Harbor, visitamos o Memorial USS Arizona e foi muito legal poder conhecer este lugar histórico, mas o ponto alto pra mim viria depois.

Seguimos para as maravilhosas praias de North Shore, bem diferentes da principal Waikiki e na volta fomos até o mirante do vulcão Diamond Head onde pudemos ter uma vista linda de Waikiki.

Porém, era um passeio com várias paradas e o tempo era curto, então só passamos pelas praias de North Shore rapidamente mas não dava tempo de entrar no mar, então assim que chegamos de volta em Waikiki, fomos dar um mergulho, afinal eu não poderia ir ao Havaí e não dar pelo menos um mergulho, né?

À noite demos mais uma volta pelo centro e na segunda de manhã antes de partir, fomos correr um pouco em frente a praia – ou pelo menos tentar correr porque toda hora víamos uma estátua diferente que não havíamos visto e parávamos pra tirar foto. 

Após a corrida, só voltamos para o hotel para tomar um banho e já era a hora de embarcar no nosso lindo navio Anthem of the seas da Royal Caribbean.

Após 5 dias de navegação com muitas atividades, muito ofurô e muita comida, finalmente chegamos na Polinésia Francesa.

O primeiro lugar em que paramos foi Papeete, que é a capital e fica na ilha do Tahiti – a maior da Polinésia Francesa. 

Muitos não sabem, mas o Tahiti é justamente a ilha menos paradisíaca da Polinésia. Ele virou nome-símbolo de todo o arquipélago porque lá fica o aeroporto internacional e o centro cultural da região, além de ter sido a primeira ilha descrita por exploradores e pintores europeus, como Paul Gauguin, que retratou o lugar como um verdadeiro paraíso.

Assim, o nome Tahiti acabou representando todas as 118 ilhas da Polinésia Francesa – mesmo que as mais deslumbrantes sejam Moorea, Raiatea e Bora Bora.

Então, de Papeete, fizemos um tour pela ilha do Tahiti que passou pela praia Pointe Venus, famosa por sua areia preta devido à atividade vulcânica e o farol (foto acima) que foi utilizado por James Cook em 1769 para observar o trânsito de Vênus e é um símbolo da história marítima e científica da região.

Depois, visitamos a cachoeira Faarumai, os jardins de Vaipahi, as grutas de Maraa e Mata Va’a e o templo sagrado Marae Mahaiatea, onde podemos ver este “tiki” da foto abaixo. Os “tikis” são esculturas sagradas que representam ancestrais e deuses.

Finalizamos nosso tour na linda praia de Vaiava, onde podemos ver a ilha de Moorea de fundo (foto abaixo).

No dia seguinte, paramos na ilha de Moorea e lá sim é onde pensamos quando pensamos no Tahiti, com aqueles bangalôs clássicos da foto abaixo, que agora vocês já sabem que na verdade não são na ilha do Tahiti, mas sim na ilha de Moorea.

Tiramos foto no mirante chamado Toatea Belvedère e depois fomos para a praia de Temae, onde podemos vê-los ao fundo, só não podemos chegar perto porque é um hotel e eles zelam pela privacidade dos hóspedes. Aliás, acho demais pagar cerca de 1000 dólares por noite para ficar hospedado em um deles, só de ter essa vista deles e poder nadar no mesmo marzão azul já é mais do que suficiente!

De lá, seguimos para outra praia, a de Tiahura, de onde pegamos um barquinho e fomos para uma parte mais afastada, onde pudemos fazer snorkeling e nadar com raias e tubarões (calma, gente, estes tubarões eram bonzinhos). Na foto abaixo, podemos ver um passando bem pertinho de mim.

Com certeza foi a melhor parte de todo o passeio e o lugar mais lindo de todos! Detalhe: todos os passeios foram reservados com antecedência, pela viator ou com o próprio navio.

Snorkeling em Tiahura
Andando de canoa em Tiahura

Nosso terceiro e último dia de parada na Polinésia Francesa foi na ilha de Raiatea. Na verdade, pegamos um barco e fomos até a ilha de Tahaa, que era próxima, para fazer outro snorkeling, mas dessa vez só com corais e peixinhos mesmo (não que tenha sido menos legal, os corais e peixinhos de lá eram bem bonitos)!

Uma pena que o dia estava mais nublado e até choveu um pouquinho em um momento, mas na foto abaixo podemos ver outros bangalôs ali atrás, bem no local onde fizemos o snorkeling! Também era lindíssimo e imagino que seria mais lindo ainda em um dia de céu azul!

No caminho para Tahaa pudemos ver de longe a ilha de Bora Bora também (foto abaixo). Infelizmente, não teríamos tempo suficiente para ir até lá, mas o guia nos disse que acha Tahaa muito mais bonita e que Bora Bora fica muito lotada por ser muito turística então a experiência não é tão legal assim.

De volta para o navio, teríamos mais 5 dias de navegação até chegarmos em Tauranga, na Nova Zelândia, mas infelizmente devido às condições de tempo, o navio não pode atracar. Ficamos bem chateados por não conseguir conhecer a Nova Zelândia, mas não havia nada a ser feito, então acabamos ficando 9 dias direto em navegação pois seriam mais 3 dias após a Nova Zelândia até chegar em Sydney, na Austrália. Abaixo, foto do que conseguimos ver da Nova Zelândia de longe.

Chegamos em Sydney na sexta-feira de manhã. Logo que fomos tomar o café da manhã no navio já podíamos ter uma vista linda da Opera House!

Descemos e fomos deixar as malas no nosso hotel em Darling Harbor, que é um lugar super bonito, cheio de restaurantes e com opção de ferry para Circular Quay, onde fica a Opera House e a Harbor Bridge e também com ferries para o Taronga zoo, onde fomos no dia seguinte. 

Bom, optamos por pegar o ônibus hop on hop off e fomos direto para a Opera House (foto acima), mais um sonho realizado! Passeamos pelo local onde tem várias cafeterias e lojas de souvenirs e depois seguimos para a lindíssima praia de Bondi (foto abaixo).

Não deu para dar um mergulho, pois estava frio, mas caminhamos um pouco pela costa onde tem a famosa piscina Bondi Icebergs e seguimos para a Bondi to Coogee coastal walk, uma caminhada de 6km até a praia de Coogee. Infelizmente não teríamos tempo suficiente de fazer a caminhada inteira, mas andamos um pouquinho na trilha até conseguirmos avistar a praia seguinte e voltamos para Bondi para pegar o ônibus de volta.

Bondi Icebergs Pool
Bondi to Coogee Coastal Walk

À noite fomos no shopping Westfield (onde tem a Sydney tower eye) para comer, mas, para nossa surpresa, tudo fechava às 19h (inclusive subir para observação na torre). 

Descobrimos logo em seguida que tinha a opção de ir ou no restaurante ou no bar em cima da torre que ficam abertos após este horário, mas no restaurante seria 150 dólares australianos por pessoa para jantar no buffet (além de que teria uma espera de 1 hora para entrar) e no bar teriam apenas drinks e alguns petiscos, porém não quisemos entrar no bar pois estávamos com bastante fome e um pouco cansados também, então decidimos que o faríamos no dia seguinte e fomos comer em uma hamburgueria na rua mesmo. 

No dia seguinte acordamos cedinho e fomos para o zoo. No começo, estava chovendo e atrapalhou um pouco o passeio, mas depois o tempo melhorou e finalmente chegamos na parte de ver animais diferentes que só encontramos na Austrália, como os coalas e os cangurus, o que foi muito legal! Eu já tinha visto fotos de pessoas que foram à Austrália e tiraram fotos segurando koalas, mas o rapaz do zoológico explicou que em Sydney não era permitido. Na verdade, não pudemos nem tocar neles e, para tirar uma foto mais de perto, tivemos que pagar 15 dólares australianos a mais por pessoa. É uma daquelas situações onde pensamos “ja estamos na chuva, temos que nos molhar, né”. Pra mim valeu cada centavo para ter essa foto com o bichinho simplesmente mais lindo desse universo! 

Depois do zoo, pegamos o ferry de volta para Circular Quay, perto da Opera House e da Harbor Bridge e dessa vez fomos andar um pouco pelo Jardim Botânico de Sydney que fica bem ali pertinho e depois andamos um pouco mais pelas ruas, passando por lugares como a biblioteca e a catedral de Sydney, até chegarmos de volta no shopping Westfield para finalmente subir na Sydney tower eye.

Optamos por subir na parte do bar ao invés de ir na parte somente de observação pois achamos que valeria muito mais a pena. No bar é necessário pagar no mínimo 30 dólares australianos por pessoa de consumação, mas pelo menos estaríamos consumindo algo, enquanto na outra parte deveríamos pagar 39 dólares australianos por pessoa somente para ter a vista.

Foi bem legal porque estava bem na hora do por do sol e tivemos esta vista linda! Foi um ótimo jeito de encerrar nossa curta estadia em Sydney. Voltamos andando até nosso hotel em Darling Harbor e apreciando as luzes e a agitação do sábado à noite na cidade e no dia seguinte bem cedinho já fomos para o aeroporto para pegar nosso voo de volta para o Brasil. 

Encerro por aqui mais este capítulo. Até o próximo! 


De Valinhos – SP à Chapada Diamantina de carro

Neste final de ano, fizemos uma viagem diferente: fomos de Valinhos, interior de SP, onde moramos até a Chapada Diamantina, na Bahia, de carro! São cerca de 1800km de distância (cerca de 24, 25 horas dirigindo) e foi a primeira vez que fizemos uma viagem longa assim de carro.

Decidimos fazer o trajeto que passava por Caldas Novas e Brasília, assim eu poderia conhecer Caldas Novas, pois eu ainda não conhecia, e meu marido poderia conhecer Brasília, pois ele ainda não conhecia. 

Então no sábado dia 21/12 saímos de manhã de Valinhos e fomos direto para Caldas Novas (levamos em média 8 horas). Dormimos lá para poder ir ao parque Hot Park no dia seguinte. Curtimos o dia no parque no domingo e dormimos mais uma noite em Caldas Novas. 

No dia seguinte, segunda, 23/12, partimos para Brasília (cerca de 3 horas e meia), vimos as principais atrações e dormimos uma noite em Brasília. Na terça, 24/12, seguimos viagem até Ibotirama, já na Bahia. Foram 10 horas de viagem. Dormimos em Ibotirama e no dia 25/12 seguimos por mais 4 horas até finalmente chegarmos na Chapada Diamantina.

Demoramos 4 noites, mas foi porque queríamos conhecer os outros lugares também, queríamos ir com calma e curtindo. Na volta voltamos por Minas que já conhecemos bastante e foi bem mais rápido, levamos só 1 noite. Dirigimos 12 horas em um dia, dormimos uma noite na cidade de Bocaiúva, bem no meio do caminho, e dirigimos mais 12 horas no outro dia até Valinhos. Até pensamos em voltar tranquilamente dirigindo 8 horas por dia durante 3 dias, mas não estávamos cansados, percebemos que seria super tranquilo e decidimos continuar dirigindo mais.

Bom, mas agora vamos ao que interessa! Voltando a quarta-feira dia 25/12 quando chegamos na Chapada, nosso primeiro destino foi o Morro do Pai Inácio (valor de entrada R$12,00 por pessoa). E que emoção já chegar desse jeito com a vista daquele morro lindo (foto acima)!

Após subir e poder ter aquela vista linda da foto acima, fomos para o Poço do Diabo para dar nosso primeiro mergulho na Chapada (foto abaixo).

Importante dizer que ficamos hospedados na cidade de Lençois nas primeiras 4 noites, a cidade que tem a melhor estrutura e onde a maioria dos turistas que visitam a Chapada ficam. Abaixo, foto da cidade com seus restaurantes e clima super agradável.

No dia seguinte, fizemos a trilha da Cachoeira do Sossego, que dura cerca de 2 horas e meia para ir mais 2 horas e meia para voltar. É uma trilha difícil com muitas pedras, muitas subidas e descidas, quase não tem partes planas, porém ao chegar lá nossos esforços são recompensados! Ela é linda demais!

É importante dizer que para ir a esta cachoeira, é obrigatório estar acompanhado de um guia. Nós fomos sozinhos pois não conhecíamos outras pessoas para ir junto e os guias não formam grupos. Portanto, pagamos R$350,00 por este passeio.

Na volta passamos pelo Ribeirão de Cima (foto acima) e pelo Ribeirão do Meio para mais alguns mergulhos e depois voltamos para Lençois.

No nosso terceiro dia de Chapada, fomos à outra cachoeira lindíssima: a Cachoeira do Mosquito (valor de entrada R$50,00 por pessoa). Essa tem um acesso mais fácil, ao chegar levamos apenas cerca de 20 minutos para descer os 365 degraus (o problema é subir estes degraus na volta, mas 20 minutos não são nada depois da trilha de 2 horas e meia do dia anterior). E de novo, tudo vale muito a pena! 

No mesmo dia, após conhecer a Cachoeira do Mosquito, fomos para a Gruta Lapa Doce (valor de entrada R$70,00 por pessoa). Que experiência incrível! Foi a maior gruta que já visitei e amei a experiência! Não havia água, mas era muito linda! Não sei explicar, só estando lá!

Quando fizemos as pesquisas sobre os lugares para visitar, eu tinha colocado na minha lista para visitar a Gruta Pratinha que fica dentro da Fazenda Pratinha. Porém, após conversar com o pessoal da pousada onde estávamos, decidimos que não valeria a pena pois gastaríamos R$210,00 por pessoa para entrar e disseram que valeria muito mais a pena conhecer outras grutas como essa da Lapa Doce e o Poço Encantado e o Poço Azul que fomos outro dia e vou contar pra vocês em breve.

Outra coisa que estava na minha lista e acabei desistindo de fazer também foi o Mirante do Vale do Pati. Para fazer o passeio até o Vale do Pati mesmo são necessários no mínimo 3 dias e não teríamos tempo suficiente pois queríamos ver outras atrações. Então eu tinha pensado em ir pelo menos até o Mirante, que seria um passeio de um dia, mas também mudei de ideia após conversar com o pessoal da pousada porque pagaríamos R$450,00 pelo guia e seria um dia inteiro de trilha e sem nenhum local para banho no meio do caminho. O que nos disseram é que se for para ver somente um mirante, o Morro do Pai Inácio é muito mais bonito.

Portanto, tivemos um dia livre na nossa programação e fomos fazer uma trilha de carro (descansamos um pouco das trilhas a pé). Neste dia sem programação, chegamos até a parte de baixo da Cachoeira do Roncador (foto acima), depois seguimos por Andaraí, até chegar a cidade de Igatú (foto abaixo), que é conhecida como a Machu Picchu baiana.

É uma cidade de pedra, com ruínas da época do Ciclo do Diamante. É bem interessante, mas estava um dia tão quente e só queríamos um lugar para tomar banho, então voltamos e finalizamos o dia nas piscinas naturais do Serrano no Parque Muritiba, este lugar lindo que podemos ver na foto abaixo!

Para entrar no parque, pagamos R$20,00 por pessoa. Lá dentro tem outras atrações que são pagas à parte, mas decidimos ficar somente nesta parte das piscinas que estava incluso no valor da entrada – como vocês puderam ver, quase todas as atrações tem que pagar um valor de entrada conforme fui colocando aqui para vocês, então no final das contas vai ficando caro e precisamos escolher os que valem mais a pena, mas estou muito contente com as escolhas que fiz! 

No dia seguinte (domingo, 29/12, nosso quinto dia na Chapada), chegou um dos dias mais aguardados por mim: o dia de visitar a Cachoeira da Fumaça, a maior do Brasil, com 380 metros de queda livre. Porém, estava sem água devido à falta de chuva e não pudemos ver a queda, somente a vista do lugar que já é esplêndida por si só! Sério, não me arrependo nem um pouco de ter feito a trilha mesmo sabendo antes de ir que não teria água. Muitas pessoas fizeram o mesmo que nós, foram só para ver a vista e acredito que também não tenham se arrependido!

Esqueci de mencionar que há duas opções de trilha para a Cachoeira da Fumaça: por baixo e por cima. A trilha por baixo é bem difícil e dura 3 dias para chegar (e obviamente é obrigatório ir com guia)! O mais comum é visitá-la por cima mesmo. A trilha dura por volta de 2 horas para ir e 2 horas para voltar e não é obrigatório ir com guia. E é também onde temos aquela vista clássica, como vemos nas fotos acima. Vale a pena demais mesmo sem água, juro!

Após a trilha, dormimos em Vale do Capão (foto acima), de onde sai a trilha para a Fumaça. Eu já havia pesquisado antes e falado com outros amigos que visitaram a Chapada e me disseram que valia muito a pena conhecer essa cidadezinha também, por isso decidimos dormir uma noite lá e realmente vale a pena mesmo!

Para quem não sabe, a Chapada Diamantina tem uma área de cerca de 30 mil quilômetros e engloba cerca de 30 municípios.  Destes, 3 são as bases principais para a maioria dos turistas: Lençois, Vale do Capão e Mucugê. Claro que Mucugê foi nosso próximo destino!

No nosso sexto dia de Chapada fomos visitar a cachoeira do Buracão (foto acima) que ficava mais próxima a esta região. Agora preciso dizer: é difícil escolher, mas acho que foi a minha preferida! Primeiro porque conseguimos ter esta vista incrível de cima (dessa vez com água, já que não tinha água na Fumaça) e segundo porque para chegar na cachoeira a gente tem que ir nadando no meio dos cânions, conforme tento mostrar na foto abaixo, mas realmente não dá pra ter noção. Só estando lá mesmo!

É um lugar espetacular! Não tem palavras para descrever! Para este passeio também era obrigatória a contratação de um guia, porém este foi mais barato, custou R$180,00. A trilha para chegar lá em si também era de nível fácil e durava apenas cerca de 1 hora.

No nosso sétimo e último dia de Chapada (e o último dia do ano também), visitamos o Poço Encantado (foto abaixo) e o Poço Azul, ambos lindíssimos!

Porém no Poço Encantado é proibido o mergulho enquanto no Poço Azul (foto abaixo) é permitido, então devo dizer que foi meu preferido! Que experiência única poder mergulhar em uma gruta! Eu nunca tinha mergulhado em uma antes, só tinha visitado grutas onde não era permitido o mergulho, como em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Foi realmente encerrar o ano com chave de ouro!

Bom, passamos o réveillon em uma festa no Camping Mucugê, onde dormimos as duas últimas noites e no dia 01/01 já começamos a pegar a estrada de volta pra casa.

Conforme eu tinha contado pra vocês antes, a volta foi bem mais rápida, dormimos apenas uma noite em Bocaiúva, em Minas e no dia 02/01 à noite já estávamos em casa. Foram 12 noites total de viagem (7 noites na Chapada) e foi o tempo perfeito para fazer essa viagem com calma, absolutamente nada cansativo! A única coisa ruim é que a vontade de largar tudo e ter um motorhome e viver na estrada só aumentou!

Ah, pra finalizar, pra quem tem curiosidade em saber sobre os custos que tivemos com transporte: no total foram 4656 km rodados (fora os cerca de 1800 pra ir e 1800 pra voltar, rodamos muito por lá nos passeios). Gastamos R$2993,28 com combustível (porém ainda sobrou meio tanque) e R$200,21 com pedágio.

Sim, não foi econômico. Daria para ter comprado 2 passagens de avião (se tivéssemos comprado com antecedência), mas teríamos que descer em Salvador e alugar um carro até a Chapada (mais cerca de 400 km) e teríamos este custo a mais de qualquer forma.

Ou se fossemos de ônibus ao invés de alugar carro seria pior ainda pois dependeremos das agências (que são caríssimas) para fazer os passeios. Fora que não poderíamos ter parado nos locais que queríamos antes no caminho como Caldas Novas e Brasília, não teríamos como ter levado nossas barracas para acampar e não estaríamos realizados com nossos rolês offroad de 4×4.

Lembrando que os gastos com combustíveis parecem ter sido muito altos, mas temos que considerar que foram muitas estradas de terra. Realmente não aconselho a quem quiser ir para a Chapada, ir para um carro que não seja 4×4.

Bom, espero ter ajudado quem estiver planejando conhecer esse lugar incrível! Eu já tinha conhecido a Chapada dos Veadeiros, em Goiás e a Chapada das Mesas, no Maranhão. Faltava a Chapada Diamantina, né! Agora posso dizer que estou realizada!

Até o próximo destino! 


MSC Splendida + Grécia + Turquia

Como mencionei no post anterior, na quinta, dia 30, chegamos em Trieste, na Itália, de onde saiu nosso cruzeiro em direção à Grécia e à Turquia. 

Trieste é uma pequena cidade portuária e não há muito para conhecer. Infelizmente também estava chovendo (graças a Deus, o único dia que choveu durante toda a viagem, de resto conseguimos aproveitar bem) então só almoçamos e fomos direto para o navio. 

No dia seguinte foi um dia somente de navegação então conseguimos descansar e repor nossas energias pois no sábado dia 01 iríamos visitar a cidade de Olímpia na Grécia.

Chegamos no porto de Katakolon e pegamos o ônibus da nossa excursão à Olímpia, que fica a cerca de 30km. Fizemos todos os passeios pela MSC mesmo por conforto e comodidade.

Em Olímpia, pudemos conhecer onde iniciaram os Jogos Olímpicos (foto acima). Foi muito legal ver o local onde acendem a tocha a cada quatro anos!! Mas o melhor pra mim foi o dia seguinte quando chegamos em Atenas!!

Apesar do super calor que estava fazendo (durante a viagem toda na verdade, mas parece que lá estava mais quente), foi super emocionante poder visitar a Acrópole de Atenas e o Partenon (foto abaixo). 

Traduzido literalmente do grego, Acrópole significa a “cidade alta”, um lugar característico da maioria das cidades gregas que possuía a função defensiva, além de funcionar como sede dos principais lugares de culto. Está situada no cume de uma colina de 156 metros sobre o nível do mar e é possível vê-la da maioria das zonas da cidade.

Após a visita, andamos um pouco pelas lojinhas de Plaka e também tivemos a oportunidade de conhecer o local onde foi realizada a primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos, em 1896 (foto abaixo).

Infelizmente não passamos pelas paradisíacas ilhas gregas, vai ser algo que vai ficar para a próxima vez. Os itinerários dos navios são bem limitados e escolhi este porque sairia da Itália, onde estávamos, passaria pelo menos por Olímpia e Atenas e poderíamos descer em Istambul. Aliás, é algo que recomendo para todos: fazer cruzeiros! Além de ser uma delícia por ter comida à vontade, teatro, piscina, academia (nem preciso falar todas as vantagens, né?), ainda sai beeem mais barato do que se tivéssemos pegado trens ou voos de um lugar para outro + hotéis. Além de ser bem mais cômodo! Portanto, não fiquei tão triste com o fato de não poder parar nas ilhas gregas, seria muita coisa para uma só viagem de qualquer forma, pois a nossa ideia já era descer em Istambul e poder aproveitar mais a Turquia.

Bom, na segunda, dia 03 de junho, chegamos ao porto de Kusadasi, na Turquia e de lá pegamos a excursão para as ruínas de Éfeso e a casa onde morou a Virgem Maria nos últimos anos de sua vida (foto acima).

Durante o período romano, Éfeso foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império, atrás apenas de Roma. É lindo e ao mesmo tempo triste ver suas ruínas. Na foto abaixo podemos ver onde era a antiga biblioteca de Éfeso.

Na terça, dia 04, a melhor parte da viagem na minha opinião: a chegada em Istambul! Foi demais poder chegar de navio ali pelo estreito de Bósforo e ver de um lado a Europa e do outro, a Ásia!! Sempre quis estar ali!!

Chegamos e já fomos visitar as 2 principais mesquitas de Istambul: a Santa Sofia (foto acima) e a Mesquita Azul. Na verdade no primeiro dia as vimos só de fora, não estávamos com as roupas apropriadas para entrar e decidimos ir conhecer o famoso Grand Bazaar primeiro, onde minha mãe comprou um lenço para usar na cabeça – apesar que já sabíamos que não seria necessário comprar, pois eles emprestam os lenços na entrada das mesquitas, mas mesmo assim ela quis ter um de lembrança. 🙂 

Uma das coisas que achei mais legais em Istambul são os restaurantes, quase todos com rooftop, com aquela vista maravilhosa das mesquitas e do estreito de Bósforo! Inclusive no nosso hotel, tivemos o privilégio de tomar o café da manhã com esta vista todos os dias!

No nosso segundo dia em Istambul, entramos na Mesquita Azul (a Mesquita Santa Sofia era paga)… que coisa mais linda (foto abaixo)!

Ah, vale mencionar que na rua os turistas andam de shorts, roupas normais. Istambul é uma cidade enorme, super moderna e é somente para entrar nas mesquitas que precisamos respeitar os códigos de vestimenta!

Na parte da tarde, fomos até a outra parte da cidade para conhecer a Torre de Gálata, uma torre medieval com vista panorâmica da cidade, um dos principais pontos turísticos de Istambul (foto abaixo)!

Além disso, podemos ver várias outras mesquitas pelo caminho, uma mais linda que a outra!

No nosso terceiro e último dia finalmente fizemos o passeio de barco ao longo do Bósforo! Realmente o mais esperado por mim!

Que incrível ir vendo aqueles palácios… sem contar que sempre foi meu sonho embarcar na Europa e desembarcar na Ásia! Sim, a parada na Ásia foi bem curtinha (foto abaixo), logo tivemos que voltar ao barco para voltar à parte europeia da cidade – não mencionei antes, né? Istambul é a única cidade no mundo que é dividida por dois continentes!

Após o passeio de barco, fizemos um passeio de ônibus pela cidade que estava incluso no mesmo pacote do barco que compramos e passamos pelas muralhas de Constantinopla, fizemos também um passeio de bondinho no bairro de Eyüp e pudemos conhecer melhor esta outra parte da cidade e ver a linda vista de Istambul lá de cima.

No dia seguinte, já era o dia de pegar nosso voo de volta para o Brasil. Posso dizer que foi tudo mais lindo do que eu esperava e mal vejo a hora da próxima viagem! Até lá!


De volta à Itália

Chegou o momento de falar dessa super viagem! Esperei tanto por estas férias, compramos tudo com 10 meses de antecedência, parecia que nunca chegava o dia e, de repente, agora já estou aqui escrevendo sobre ela!

No dia 24 de maio, começamos a nossa jornada em Roma. Eu já tinha visitado a cidade 13 anos atrás, assim como Pisa e Veneza, para as quais seguimos depois, mas fui de novo porque era o sonho da minha mãe conhecê-las. Nesta viagem, fomos eu, minha mãe, minha tia e meu tio (na foto abaixo). 🙂

Em Roma, fizemos todos os lugares clássicos como o Coliseu, o Pantheon, a Fontana di Trevi, a Piazza Navona, a Piazza di Spagna e aquele bate volta incontornável no Vaticano! Já escrevi mais sobre estes lugares anos atrás, desta vez pretendo não estender muito pois foi uma viagem com vários destinos e quero contar mais sobre os outros que ainda não conhecia. 

Mas só um parênteses para dizer que poder revisitar estes lugares foi melhor do que eu esperava! Eu sempre tento não repetir lugares para poder ter mais tempo de conhecer os novos lugares da minha infinita lista, mas até que estou achando legal poder visitar os lugares onde já estive tantos anos depois!

No domingo dia 26 de maio, partimos para Pisa bem rapidinho somente para ver a torre, pois logo em seguida, ainda no mesmo dia, partiríamos para Verona. E este “bem rapidinho” acabou sendo bem rapidinho mesmo! Nosso trem atrasou bastante e o tempo livre que teríamos em Pisa de 3 horas acabou diminuindo para 1 hora. E nem teríamos como estender o tempo lá, pois não seria possível pegar um trem mais tarde para Verona depois sem pagar taxas extras – sim, o mínimo que a companhia deveria fazer seria nos reembolsar pelo atraso, porém é o tipo de coisa burocrática que acabamos deixando pra lá porque não vale a pena, sabe?

Bom, Pisa realmente não tem muita coisa para fazer além de ver a torre – não estou desencorajando quem for à Itália, realmente vale a pena ir “fazer nada” em Pisa só pra ver a torre senão a viagem à Itália não estaria completa, porém um dia ou algumas horas na cidade é o suficiente – então, tiramos nossas fotos e achamos melhor partir para Verona logo mesmo.

Ahh, não posso esquecer de mencionar que tive a oportunidade de encontrar a Sara, minha professora de italiano que até então eu só conhecia online! Ela e seu namorado foram nos encontrar lá em Pisa (foto acima)! Nosso encontro foi rápido, mas muito bom! Espero que da próxima vez a gente tenha mais tempo!  

Finalmente chegamos em Verona e preciso dizer: minha mais nova preferida cidade italiana! Esta eu ainda não tinha conhecido! É a coisa mais linda! Super charmosa, com um centrinho super agradável, bons restaurantes… e claro: a casa da Julieta, motivo da nossa visita e tenho certeza que de todos os turistas que colocam a cidade no roteiro! Diz a tradição que temos que tocar no seio direito da Julieta para sempre ter sorte no amor, como fiz na foto acima.

Além da casa de Julieta, tem também a casa do Romeu – que não é tão famosa e tão disputada assim -, a arena de Verona que é tipo o Coliseu da cidade (foto acima), as charmosas Piazza delle Erbe e Piazza Di Dante, a Catedral de Verona, a Ponte Pietra e o Castel San Pietro, o Castel Vecchio… o melhor é que por ser uma cidade pequena dá pra fazer tudo a pé!! Sério, super recomendo a visita desta cidade! 

Depois de 2 noites em Verona, na terça dia 28 de maio, partimos para Veneza. Desta vez fizemos diferente do que fiz há 13 anos: ficamos hospedados em Mestre, a parte da cidade que fica em terra firme, antes de chegar na ilha. O motivo foi porque lá na ilha não existem táxis ou nenhum tipo de carro, então teríamos que ir empurrando nossas malas até o hotel, o que não é muito cômodo. Até existem os táxis aquáticos, mas não é cômodo ficar colocando as malas dentro dos barquinhos – da última vez que fui estava só de mochila, então foi mais fácil.

Bom, deixamos nossas malas no hotel em Mestre e pegamos o metrô para a ilha e já começamos o nosso passeio: visitamos a lindíssima Piazza San Marco e já fomos fazer nosso passeio de gôndola. Uma dica muito importante: pesquisem bem e procurem lugares mais “escondidos”, menos cheios de turistas! No primeiro lugar onde perguntamos, o passeio ficaria 120 euros, achamos que estava caro demais e perguntamos em outro lugar e conseguimos fazer o passeio por 90 euros!!

Foi bom demais poder fazer este passeio de novo, passar pela ponte de Rialto e por todos os lugares mágicos de Veneza! No dia seguinte, fomos fazer outra coisa que eu não tinha feito há 13 anos: visitamos as ilhas de Murano e Burano (nas fotos abaixo, respectivamente)!

As duas ilhas são lindíssimas, bem coloridas e cheias de lojinhas para a loucura dos turistas! Porém, recomendo a quem estiver com um pouco mais de dinheiro, fazer algum passeio privativo. Nós compramos o bilhete de transporte público que dava acesso a todos os barcos por 24 horas e poderia ir para qualquer ilha, mas eu achei super cansativo dessa forma, muito tempo de espera pelos barcos e eles estavam sempre lotados, sem lugar para sentar… acabou sendo um dos dias mais cansativos e assim não podemos curtir bem o passeio. 

Na quinta dia 30 partimos para Trieste, de onde sairia nosso cruzeiro em direção à Grécia e à Turquia. Como eu me estendi demais falando desta primeira parte da viagem, vou deixar a parte do cruzeiro, da Grécia e da Turquia para o próximo post.

Para finalizar, queria dizer que fiquei muito feliz de poder ter voltado à Itália, principalmente porque pude conhecer lugares que não tinha conhecido antes como Verona, Murano e Burano e também pude praticar meu italiano…sem contar que simplesmente estar na Itália é maravilhoso, né! Claro que gostaria de ter ido a outras cidades que ainda não fui, mas quem sabe em breve…


Chapada das Mesas + Jalapão

Em dezembro de 2023 fomos para a Chapada das Mesas, no Maranhão, e para o Jalapão, no Tocantins (estou só um pouquinho atrasada, não tinha conseguido parar aqui para escrever antes).

Este roteiro é carinhosamente apelidado de “Jalapada” (Jalapão + Chapada) e fizemos tudo com a agência Jalapão 100 Limites.

Portal da Chapada

Vocês sabem que normalmente eu não sou de viajar com agências, mas para estes destinos é impossível ir sem uma agência. São lugares com difícil acesso, precisamos de guia e de um carro 4×4 para conseguir chegar às atrações. 

Devo dizer que foi tudo muito certinho e organizado e eu adorei a experiência! Chegamos no dia 25/12 em Palmas, conhecemos um pouco a capital do Tocantins, dormimos uma noite e no dia 26/12 saímos bem cedo para ir para a Chapada das Mesas primeiro. 

São cerca de 7 horas de estrada de Palmas até a Chapada, porém ainda é mais perto do que ir até São Luiz (capital do Maranhão) até lá, por isso muitas pessoas aproveitam para ir ao Jalapão e ir até a Chapada das Mesas na mesma viagem, pois ambas tem como ponto de saída a cidade de Palmas.

Cachoeira São Romão

Atravessamos o rio Tocantins de balsa para chegar no Maranhão. No primeiro dia fomos apenas ver o pôr do sol no Portal da Chapada (primeira foto aqui do post) que tem essa pedra furada que é a coisa mais linda e de onde podemos ver o Morro do Chapéu e os outros morros que compõem a Chapada! Depois fomos descansar porque no dia seguinte o passeio começaria bem cedo (assim como todos os dias desta viagem, tivemos que madrugar para fazer os passeios).

Cachoeira do Prata

Dia 27/12 foi dia de ir para a Cachoeira São Romão (segunda foto aqui do post) e a Cachoeira do Prata (foto acima), dia 28/12 fomos para o Encanto Azul e o Poço Azul (que pelo nome nem preciso falar sobre a cor dessas águas, né?), que fica num lugar cheio de outras cachoeiras como a lindíssima e enorme Santa Bárbara (fotos abaixo).

 

Encanto Azul
Poço Azul
Cachoeira Santa Bárbara

Dia 29/12 fomos para a cachoeira do Talho, onde confesso que tive bastante medo porque era bem mais “raiz”: uma trilha mais difícil para chegar, um lugar totalmente deserto (só tinha a gente na cachoeira, mais ninguém) e o guia falando para ter atenção, pois era um lugar cheio de cobras. Graças a Deus não vimos nenhuma, mas é um lugar que eu não voltaria. As cachoeiras que vimos nos dias anteriores são muito mais bonitas e os lugares bem menos perigosos! Bom, passando essa aventura na cachoeira do Talho, já pegamos o caminho de volta para Palmas.

Cachoeira do Talho

Dormimos em Palmas de 29 para 30/12 e dia 30/12 bem cedinho já partimos para o Jalapão. São mais umas 6 horas de trajeto mais ou menos, mas não tem jeito! São lugares bem afastados, trilha, cachoeira, natureza! E vale a pena cada minuto desse trajeto para chegar lá! 

Lagoa do Japonês

Na verdade, no Parque Estadual do Jalapão não ficamos parados em um só lugar! Cada atração é em uma cidadezinha diferente. Foram 3 noites e cada uma foi em uma cidade, em um hotel diferente! Aliás, é importante dizer que é proibido levar malas de rodinhas! É permitido apenas uma mala de mão (mochila de preferência) por pessoa, pois as malas vão amarradas em cima do 4×4 e todos os dias temos que levá-las com a gente de um lugar para outro!

Bom, no primeiro dia de Jalapão fomos logo conhecer a famosa Lagoa do Japonês (foto acima)! Que água mais cristalina! Que lugar perfeito! A única coisa é que é obrigatório o uso de sapatilhas especiais para água porque tem muitas pedras pontiagudas onde podemos cortar os pés e há vários peixinhos que ficam beliscando a gente… então pra falar a verdade ficar dentro da água é um pouco incômodo! Temos que apreciar a beleza do lugar de fora mesmo rs.

Pedra Furada do Jalapão

De lá, fomos para a Pedra Furada do Jalapão, que é bonita, mas nada comparado a da Chapada das Mesas, como podemos ver na foto acima.

Dunas do Jalapão
Dunas do Jalapão

No dia 31/12, encerramos o ano com chave de ouro conhecendo o Cânion Sussuapara e as dunas do Jalapão (fotos acima).

E no dia 01/01 abrimos o ano com chave de ouro finalmente conhecendo os famosos fervedouros do Jalapão (um dos melhores momentos da viagem)! Foram 4 fervedouros e eu não sei dizer qual é o meu favorito! Vou deixar as fotos pra vocês decidirem: 

Fervedouro do Salto

Fervedouro dos Buritis

Fervedouro Bela Vista

Fervedouro do Ceiça

No dia 02/01, fechamos com o rafting no rio Soninho e depois já era a hora de voltar pra casa! Foram então 1 noite em Palmas, 3 noites na Chapada das Mesas, mais 1 noite em Palmas e mais 3 noites no Jalapão! Foi um pouco cansativo, nem sei dizer quantos quilômetros percorremos no total, mas foram muitos! Mas vale muito a pena! A única coisa que eu mudaria seria colocar mais uma noite em um hotel em Palmas no final para poder descansar ao invés de ir direto do Jalapão para o aeroporto de Palmas como fizemos.

Espero que tenham gostado e até a próxima (um spoiler: faltam menos de dois meses para a próxima… em breve trago notícias pra vocês :D).


Côte d’Azur + cruzeiro MSC World Europa

Nossa viagem começou em Marseille, no sul da França, na região da Côte d’Azur. Chegamos numa quinta-feira à noite, saímos para jantar e andar pelo velho porto (ficamos hospedado em um Ibis bem perto). O tempo estava chuvoso e um pouco frio para o mês de maio na minha opinião (17 graus pra mim já é bem frio), mesmo assim na sexta-feira resolvemos fazer o passeio de barco que ia até o Château d’If e a Ilha de Frioul.

 

Minha intenção inicial era visitar as Calanques de Cassis, porém com o tempo chuvoso não daria para aproveitar bem.

O bilhete que compramos do passeio para o Château d’If e a Ilha de Frioul dava direito a parar em apenas um dos pontos. Resolvemos parar na Ilha de Frioul, vimos o Château d’If apenas de fora enquanto algumas pessoas desciam lá e seguimos para a ilha (foto acima). E ainda bem que resolvemos fazer isso, pois chegando lá descobri sem querer que na ilha também tem algumas Calanques (para quem não sabe, Calanques são espécies de penhascos ou grandes cânions que formam pequenas praias entre os paredões, como na foto abaixo). 

Na foto acima podemos ver a Calanque de Morgiret. Claro que teria sido muito melhor poder visitá-la com sol e calor e poder dar um mergulho, porém só de vê-la já fiquei muito feliz, mesmo com a chuva.

No dia seguinte, já embarcamos lá do porto de Marseille no nosso navio MSC World Europa. Eu sempre recomendo fazer um cruzeiro pois além de já termos o transporte e a hospedagem em um, ainda temos comida à vontade, academia, piscinas, espetáculos de teatro, tudo por um preço muito acessível!

No sábado (nosso primeiro dia no navio), aproveitamos o máximo que podíamos lá dentro pois no domingo já teríamos nossa primeira parada: em Gênova, na Itália.

Chegamos em Gênova pela manhã e fomos correr para ver todas as atrações que podíamos antes de ter que voltar para o navio no final de tarde. Conhecemos a Piazza de Ferrari, a catedral de Gênova, o palácio Ducal, a casa de Colombo e outras praças ao redor. E também andamos perto do porto de onde podemos ver as icônicas casinhas coloridas na costa, tiramos foto com a biosfera (este globo de vidro com uma estufa dentro, localizado perto do aquário de Gênova que podemos ver na foto abaixo) e retornamos ao navio.

A segunda-feira foi o ponto alto da viagem para mim: paramos em Nápoles, porém, não tivemos tempo de visitar a cidade de Nápoles pois fomos direto comprar um ingresso para o ferry que fazia a travessia para Ilha de Capri, um dos lugares mais lindos que já conheci.

O trajeto leva cerca de 1 hora para ir mais 1 hora para voltar, então tínhamos que correr para conhecermos a ilha e voltarmos ao navio.

Para não perder tempo, fizemos um passeio de barco em volta da ilha que eu já tinha pesquisado e comprado com antecedência pela internet (porém teria sido possível comprar lá na ilha na hora, estava sem fila e super tranquilo). 

O passeio saía da praia Marina Grande (o mesmo lugar onde desembarcamos do ferry que vinha de Nápoles).

Com duração de uma hora, passamos por lugares como a praia Marina Piccola, as grutas branca, verde e azul. Esta última é a mais famosa e se quiséssemos parar para visitá-la, teríamos que pagar um valor adicional de 14 euros por pessoa, porém, a fila é longa e adicionaria mais uma hora em nosso passeio e não poderíamos correr o risco de perder o horário de voltar para nosso navio. 

Esqueci de mencionar que a ilha tem apenas 10km de extensão então o legal do passeio de barco é que podemos dar a volta na ilha inteira e o rapaz vai nos mostrando as atrações. E, claro, não poderia esquecer de falar dos Faraglioni, estes lindos rochedos da foto abaixo, por onde passamos e conseguimos tirar esta foto espetacular!

Ao descer do barco, ainda tínhamos um tempinho livre antes de pegar o ferry de volta para Nápoles e voltar para o navio, então subimos para conhecer a Piazzetta, que é uma pracinha no centro da ilha. Eu já tinha lido que como o centro fica bem alto em relação ao porto e exige uma caminhada por vários lances de escadas, o recomendado é subir de funicular, porém, nós achamos que não seria necessário e acabamos subindo a pé e nos arrependemos, mais por questão de falta de tempo mesmo. Então na volta descemos de funicular (pois é, deveríamos ter feito o contrário rs). Mas vale super a pena visitar a Piazzetta! Além de termos uma vista incrível lá de cima, é um lugar super bonitinho cheio de lojinhas e restaurantes.

Bom, chegou a hora de pegar o ferry de volta para Nápoles e embarcar no nosso navio, mas Capri com certeza valeu todo o passeio!

Na terça-feira, chegamos em Messina, na região da Sicília. Confesso que não tinha ouvido falar desta cidade e pelo o que pesquisei não achei muitas atrações interessantes, somentes praças, igrejas etc. Então achamos esta plaquinha escrito “I love Messina”, demos uma volta pela cidade e voltamos logo para o navio para descansarmos e conseguirmos aproveitar um pouco mais do navio também, pois na quarta-feira seria o segundo ponto mais esperado da viagem para mim: Malta.

Infelizmente devo dizer que um dia não é suficiente para conhecer Malta. Eu já tinha feito minhas pesquisas e tinha visto que muita coisa ficaria de lado e precisaria escolher a principal.

Malta é um arquipélago com extensão de 316 quilômetros quadrados, é formado por cinco ilhas, das quais três são habitadas (Malta, Comino e Gozo); e duas, desabitadas (Filfla e Cominotto). A capital, Valletta, está situada na ilha de Malta, onde parou o nosso navio.

Gostaria muito de ter ido para as ilhas de Comino, onde fica a lagoa de cristal e a lagoa azul e também para a ilha de Gozo que é igualmente lindíssima pelas fotos, porém o tempo não seria suficiente, então teríamos que ficar na ilha de Malta mesmo. 

Lá, dois lugares me chamaram a atenção: a St. Peter’s pool (uma piscina natural que ficava a 14km de distância de onde nosso navio parou, porém tem difícil acesso e teríamos que fazer uma trilha p/ chegar lá) e a Gruta Azul, também a mais ou menos 14km de onde estávamos, porém havia um ônibus desses hop on hop off que passava por lá.

Então decidimos pegar este ônibus, assim fomos apreciando a cidade e descemos no nosso destino principal: a Gruta Azul, como vocês podem ver na imagem acima.

Lembrando que há vários pontos de observação que dão belas vistas da gruta, mas a mais famosa está identificada no Google Maps como Blue Wall and Grotto Viewpoint. É só colocar no maps e seguir o caminho até lá!

Infelizmente foi muito corrido também, só conhecemos a gruta e já tivemos que subir de volta no nosso ônibus que era devagar e ia parando por várias atrações até voltar para La Valletta e conseguirmos voltar para nosso navio. 

Na quinta-feira, tivemos um dia de navegação, onde pudemos descansar um pouco e curtir o navio e nos preparar para a nossa parada de sexta-feira, em Barcelona.

Eu já tinha conhecido Barcelona em 2011, mas devo dizer que voltar lá 12 anos depois foi bem legal! Barcelona é uma cidade cheia de atrações e como era a primeira vez que o meu namorado estava visitando a cidade, tivemos que correr para dar tempo de mostrar tudo para ele.

Andamos pelo centro de Barcelona, pela famosa rua La Rambla, cheia de lojinhas onde compramos nossas souvenirs, seguimos para as casas de Gaudì: casa Millà e casa Battló (somente vimos de fora mesmo, não entramos pois a fila era gigante) e a lindíssima igreja Sagrada Família. 

De lá, fomos até a Torre Agbar que eu não tinha visto na minha primeira viagem, porém a cidade estava em reforma e não foi possível chegar perto, a vi apenas de longe como mostro na foto acima. No caminho para a praia La Barceloneta, passamos sem querer pelo parque da Ciutadella, que eu também não tinha conhecido da primeira vez e, por fim, aproveitamos para sentar um pouco na praia e descansar antes de voltar para o navio, passando pelo lindíssimo Porto Vell.

Parece pouco, mas andamos 16km somente neste dia. Decidimos ver as atrações todas a pé pois eram tecnicamente perto uma da outra, porém, no final acabou sendo bastante cansativo. Eu recomendaria procurar um ônibus hop on hop off e ir descendo nos lugares se você tiver apenas um dia como nós tivemos. E olha que ainda faltaram muitas atrações como o Parc Güell e a fonte de Montjuïc, mas realmente não tivemos tempo de ver tudo.

No sábado, já foi o dia de desembarcar em Marseille e pegar nosso trem para Nice, outra cidade do sul da França que eu tinha o sonho de conhecer!

De Marseille a Nice são cerca de 3 horas de trem. Chegamos em Nice à tarde, deixamos a mala no nosso Airbnb e fomos correndo aproveitar a praia, pois estava um dia lindo! Do nosso Airbnb para a praia não dava nem 5 minutos andando, a localização foi perfeita!

Depois de curtir um pouco a praia, fomos andando até a colina do castelo, onde tem uma linda cascata (foto acima) e uma vista incrível da cidade de Nice. Lá perto havia também o letreiro escrito “I love Nice”, onde tirei a foto abaixo.

Andamos mais um pouco pelo centro de Nice, onde há várias lojinhas e restaurantes. Sério, de todos os lugares que conhecemos devo dizer que foi o que mais gostamos (além da ilha de Capri). Não sei explicar, muitas cidades tem todas essas coisas que eu disse: a praia, o centro com as lojinhas e restaurantes, mas Nice foi diferente! Me apaixonei mesmo!

No domingo, pegamos um trem para ir à Mônaco, que fica a apenas 20 minutos de Nice e vale muito a pena conhecer! Para nossa sorte, foi exatamente o dia do Grande Prêmio de Mônaco, que acontece uma vez por ano. Eu já havia visto na internet que nosso itinerário coincidiria com o evento e cheguei a procurar o preço dos ingresso, porém, o mais barato para a ver a corrida bem de longe em pé era mais de R$1.000 por pessoa.

Portanto, decidimos ir apenas ver a cidade mesmo sabendo que boa parte estaria fechada por conta da corrida. 

Foi a melhor coisa que fizemos! Chegando lá realmente boa parte da cidade estava fechada, mas era possível ver um pouquinho da corrida de longe de alguns lugares. Muitas pessoas estavam na ponta do pé ou subindo em alguns lugares para tentar ver um pouquinho. Porém, tinha uma praça com um telão e cheia de atrações para as pessoas que estavam na cidade e não iam ver a corrida como nós. Tinha por exemplo uma brincadeira onde deveríamos trocar o pneu de um carro como se fosse em um pit stop de verdade. Tinha também simuladores para dirigir os carros de fórmula 1. Claro que nós participamos de tudo!

Além das coisas relacionadas à fórmula 1, conseguimos ver um pouco da cidade também, como o Palácio do Príncipe de Mônaco e uma parte do porto, com os barquinhos parados e aquela vista incrível!

Voltamos para Nice para curtir um pouco a nossa última noite, pois segunda-feira já iríamos pegar o nosso voo de volta para o Brasil. Que viagem completa! Foram oito cidades e cinco países diferentes (França, Itália, Malta, Espanha e Mônaco) em 11 noites! Sim, foi corrido, e precisamos de férias das férias quando chegamos rs. Mas valeu muito a pena e agora eu não vejo a hora de programar a próxima!


Bélgica + passeios de um dia na Alemanha e em Luxemburgo

Chegamos na Bélgica na quinta-feira à noite, só saímos para jantar, mas o passeio mesmo começou na sexta-feira, quando fomos andar pelo centro.

Grand Place

Vimos as principais atrações de Bruxelas como a  lindíssima Grand Place, as famosas estátuas do menino, da menina e do cachorro fazendo xixi (vai entender porque eles tanto gostam de xixi nessa cidade hahaha).

Estátua da menina fazendo xixi

Depois, pegamos umas dessas bicicletas que ficam pela cidade para ir até o Atomium que ficava um pouco mais longe, a 5km do centro. Na Bélgica não tivemos um cartão transporte público gratuito como tínhamos na Suíça e o transporte era bem carinho, então decidimos fazer este passeio que valeu muito a pena e foi muito gostoso! Não quisemos pagar para entrar no parque Mini Europa, onde tem as miniaturas dos principais monumentos da Europa, mas muitas pessoas que vão até o Atomium acabam entrando lá para aproveitar o passeio pois não tem outras atrações perto. Eu confesso que não sabia que ele era tão afastado de tudo, achei que fosse bem no centro de Bruxelas perto da Grand Place.

Atomium

Apesar deste passeio de bike até o Atomium que era mais distante, é possível ver as principais atrações de Bruxelas em um dia, por isso resolvemos fazer duas excursões. No sábado, fomos até as cidades de Monschau e Koln (Colônia) na Alemanha. E no domingo fomos até Luxemburgo, com uma parada ainda em Dinant, no sul da Bélgica. Por serem cidades muito próximas à Bruxelas (cerca de 2, 3 horas de distância), vale muito a pena o bate volta. São cidades pequenas, dá pra conhecer todo o centrinho em uma tarde e ainda por cima adicionamos dois novos países à lista!

Colônia, Alemanha

Em Colônia visitamos a catedral e a ponte Hohenzollern que são o cartão postal da cidade, como podemos ver na foto acima. Passamos pela praça Alter Markt e pelo Fischmarkt (onde tem as casinhas coloridas na beira do rio Reno, como vemos na foto abaixo).

Sobre Luxemburgo, vale citar que é o único grão-ducado do mundo. Eles não tem um rei, mas sim um duque. Apesar de ser tão pequeno, é um dos países mais ricos do mundo e tem 3 idiomas oficiais: luxemburguês, francês e alemão. Lá visitamos o Palácio Grão-Ducal, a Place d’armes, a Catedral de Notre Dame e a ponte Adolphe.

Ponte Adolphe, cartão postal de Luxemburgo

Na volta, passamos pela charmosa cidade de Dinant, no sul da Bélgica. Lá nasceu o inventor do saxofone, por isso há vários espalhados ao longo da cidade.

Para fechar nossa mini eurotrip com chave de ouro, na segunda-feira fomos para Bruges, na Bélgica, a mais ou menos 1 hora de Bruxelas onde estávamos hospedados. Bruges é conhecida como a Veneza do Norte, já que temos a Veneza na Itália, que fica mais ao sul da Europa. Claro que fizemos o passeio de barquinho, né?

Passeio de barco em Bruges

Também passamos pela Grand Place de Bruges (foto abaixo), a ponte de São Bonifácio e pelo parque Minnewater, onde fica o lago dos amantes.

Grand Place, Bruges

Curiosidade: a Bélgica tem 3 idiomas oficiais. Francês, neerlandês e alemão. Em Bruges o idioma muda para o neerlandês (também conhecido como flamengo).

Bruges

Finalizamos nosso passeio por aqui, espero que tenham gostado do itinerário! Até o próximo destino! 


Genebra, Suíça

Chegamos em Genebra no domingo à noite então nossos passeios começaram na segunda. De manhã bem cedo, fomos conhecer a cidade de Genebra e suas principais atrações como a escultura da cadeira quebrada e o palácio da ONU no Parque das Nações, o relógio floral no Jardim Inglês, o xadrez gigante no Parc des Bations, a torre Molard no centro histórico e, claro, o Lago Leman, também conhecido como Lago Geneva, que tem 73km de extensão e 180km de circunferência e ao norte faz parte da Suíça e ao sul faz parte da França.

Escultura da cadeira quebrada

Andamos em um dos barquinhos que cruzam o lago, chamados de mouettes genevoises (“gaivotas de Genebra”), que partem em média a cada 10 minutos. Só faltou mesmo ver o famoso Jet d’eau, o chafariz que lança água a 140 metros de altura que fica no lago Leman. Ele não foi ligado nos dias em que estávamos lá devido ao forte vento.

Lago Leman

É importante citar que na Suíça existe o Swisspass, que dá acesso a todo o transporte do país, exceto os trens panorâmicos que são mais caros. Porém, o transporte público é oferecido de graça a todos que se hospedam em Genebra.

Ao se hospedar em um hotel, pousada ou hostel, a gente recebe gratuitamente um “Cartão de Transporte de Genebra”, válido durante toda a nossa estadia. E vale até mesmo para as mouettes genevoises mencionadas acima (atenção: estes barquinhos apenas fazem a travessia para o outro lado do lago, para conhecer a outra parte da cidade, não se trata do cruzeiro que faz o passeio por todo o lago).

Lago Leman



Voltando ao Swisspass, o valor estava 232 francos por pessoa (1 franco é igual a R$5,40, quase a mesma coisa que o euro. Aliás, usamos só euros que também são aceitos lá). Como ficamos só 4 noites em Genebra e fizemos só 2 passeios para outras cidades, como conto mais abaixo, achamos que não compensaria comprá-lo. 

Na terça-feira, fomos para a cidade de Zermatt, a 232km de Genebra (quase 4 horas de trem, com uma troca), onde fica a famosa montanha Matterhorn, aquela do chocolate Toblerone. Foi maravilhoso ir ao lago Riffelsee, onde podemos ver a Matterhorn refletida na água. 

Matterhorn/ Lago Riffelsee

É importante citar que tem 2 formas de subir até a montanha. A primeira é com o trem Gornergrat Bahn e a segunda é com o teleférico Matterhorn Glacier. Escolhemos subir de trem porque somente com o trem tem a opção de descer em uma parada antes do topo (chamada Rotenboden) para ir até o lago Riffelsee e ter aquela vista maravilhosa da foto. Vale lembrar também que fomos por conta própria para lá pois não havia opção de excursões para Zermatt saindo de Genebra. 

Na quarta-feira, foi a vez de ir para Chamonix, que fica na França, mas é perto da fronteira com a Suíça, a 81km de Genebra.. Muitas pessoas que vão para Genebra vão até lá para ver o famoso Mont Blanc. Há várias opções de excursões para lá, mas decidimos fazer por conta própria também porque sairia mais em conta. Porém, se você for fazer o mesmo que fizemos, recomendo comprar os ingressos para subir ao Mont Blanc com antecedência na internet. Nós deixamos para comprar lá na hora e tivemos que esperar numa fila enorme, não foi tão fácil quanto em Zermatt. Ah, esqueci de comentar que para subir ao Mont Blanc também tem duas opções assim como para a subir na Matterhorn: um trem e um teleférico. E dessa vez escolhemos subir pelo  teleférico de Aiguille du Midi que tem uma vista linda do Mont-Blanc, vale muito a pena o passeio! 

Uma atração imperdível lá no topo do monte é o pas dans le vide (passo no vazio), uma gaiola de vidro pendurada a mais de 3800 metros de altura, de onde tiramos a foto acima.

“Pas dans le vide” de outro ângulo

Na quinta-feira já era a hora de dizer tchau para a Suíça e partir para a Bélgica. Claro que ainda tem muitas outras cidades para visitar na Suíça, mas por serem longe e por ser um país caro, escolhi Genebra que é o que eu mais tinha vontade de conhecer e é do lado francês da Suíça, né? Lembrando que o país tem 4 idiomas oficiais: francês, alemão, italiano e a língua romanche. 

Mont Blanc

Super recomendo Genebra a todos! Então vamos comigo para a Bélgica no próximo post?


Cancun, México

Finalmente chegou o dia da nossa viagem para Cancun!
Era para ter sido em julho de 2020, mas devido à pandemia, adiamos para fevereiro de 2021. Também devido à pandemia, foi alterado o horário do nosso voo, que seria às 23h na sexta-feira, dia 12. Porém, os voos para Cancun foram reduzidos a somente um horário por dia, às 10h da manhã, então saímos no sábado, dia 13, e passamos o dia inteiro no avião. Com a escala na cidade do México, chegamos em Cancun só meia noite.

Ao chegar no aeroporto, primeira surpresa: não conseguimos pegar o carro que tínhamos reservado. Era uma promoção da Aeromexico quando compramos as passagens, o aluguel do carro sairia por um dólar (bom demais pra ser verdade, né). No guichê da Hertz, a moça não encontrou nossa reserva e por ser mais de meia noite e estar sozinha, não conseguiu fazer nada.

Também não havia carros disponíveis para alugar na hora então tivemos que pegar um transfer em meio à loucura de vários agentes gritando e nos disputando (aliás, em todos lugares que passamos ao longo da viagem foi assim, desde agências de turismo até restaurantes, é super normal por lá). Acabamos já fechando para ida e volta e o valor foi U$85, pois ficamos em Playa del Carmen, que é mais afastado do centro de Cancun, dá cerca de 1 hora de distância.

Ah, isso é outra coisa que gostaria de falar aqui. Ficar em Cancun na zona hoteleira é bem caro, por isso muitos escolhem ficar em Playa del Carmen, onde é possível pegar uma pousada pé na areia por um preço bem acessível! A pousada que ficamos foi a Pelicano Inn, onde pudemos acordar todos os dias assim:


Bom, chegamos à pousada de madrugada de sábado para domingo. No domingo, acordamos e fomos procurar por passeios já que não teríamos mais o carro para fazê-los por conta própria.


Ao longo da 5a avenida (principal avenida de Playa del Carmen, pertinho de onde ficamos), há vários agentes vendendo os pacotes e então fechamos um para ir ao Chichen Itza no dia seguinte (segunda-feira), pois os passeios de domingo já tinham saído e também porque o Chichen Itza não abre domingo. Então o senhor nos indicou pegar um ônibus regular para ir passear perto da zona hoteleira em Cancun e conhecer aquele lado.

Foi um pouco estranho andar no ônibus normal no meio dos mexicanos e só nós de turistas praticamente, mas deu tudo certo e acabou sendo uma experiência diferente! Conseguimos fazer o trajeto por apenas 1 dólar cada um (na verdade, 4 dólares cada um considerando ida e volta porque pegamos 2 ônibus diferentes para chegar lá), bem melhor do que os 85 dólares que tivemos que pagar de transfer para os dois para o aeroporto, mas vamos considerar que estávamos com malas então seria bem ruim ir de transporte público, né.


Voltando ao que interessa, no caminho passamos em frente aqueles hotéis super luxuosos e até almoçamos em uma galeriazinha ali do centro, mas ainda acho que não se compara à 5a avenida da Playa del Carmen que é cheia de barzinhos e baladas e super animada!
Claro que o ponto alto foi conhecer a Playa Delfines, dar o primeiro mergulho no mar do Caribe e tirar foto no famoso letreiro escrito Cancun (foto abaixo).

À noite, aproveitamos os barzinhos da 5a avenida e fomos dormir cedo porque segunda-feira seria o grande dia: dia de ir ao Chichen Itza!

Depois de um pouco mais de 2 horas no caminho, chegamos lá! E foi muito bom ter ido com um guia nos acompanhando e contando toda a história do lugar. Acabamos gastando mais com passeios porque não fomos de carro, mas valeu muito a pena, em todos os passeios! Assim não precisamos pegar fila para entrar nos lugares porque a entrada já estava inclusa e não precisamos nos preocupar com estacionar o carro.

Claro que às vezes gostaríamos de estar um pouco mais livres e sem depender dos outros em relação a horário etc. Por exemplo, no final do dia paramos em uma cidade chamada Valladolid. Não achamos nada demais lá e já estávamos cansados. Chegamos no hotel por volta de 21h, depois de ter saído para o passeio 7h da manhã, ou seja, estávamos sem coragem para tomar banho e sair de novo depois, então decidimos comer ali perto do hotel com a roupa que estávamos mesmo e depois ir direto para o hotel dormir. E isso aconteceu de novo nos 2 dias seguintes, mas já vou chegar lá.

Ah, esqueci de dizer que depois do Chichen Itza, paramos no Cenote Saamal, um dos vários cenotes que tem no México. Eu queria ter ido no Ik Kil, mas acho que estava fechado. De qualquer forma, o Saamal não deixou nada a desejar!

Chegou a terça-feira, dia de visitar a Ilha de Cozumel.
Mas antes, fomos no laboratório fazer nosso teste de covid porque o indicado é fazer de 72 a 48 horas antes do voo para dar tempo de sair o resultado. Um pequeno atrasinho na nossa viagem e um desconforto enorme de enfiarem um negócio no nosso nariz, mas tudo bem. O importante é que deu negativo!


Seguindo com a viagem, para ir à Cozumel  também fechamos um passeio, porém foi um passeio diferente. Como a ilha é muito grande e o ferry só nos deixa em um local e depois teríamos que pegar algum táxi lá dentro para nos locomover, foi recomendado que a gente alugasse uma scooter para andar pela ilha. Então compramos um tour que já nos dava os dois ingressos para o ferry e o aluguel da moto quando chegasse lá.

Depois de passar muito mal no ferry (estou ficando velha e começando a ter esses tipos de enjoo agora, era só o que me faltava), finalmente chegamos à ilha quase 1 hora depois (pois é, é bem longe, não é como Santos-Guarujá).


Mas foi só descer da balsa e tomar uma água que já me senti melhor. Fomos pegar a moto e foi muito gostoso passear pela ilha e ir conhecendo as praias! Só não conseguimos parar na Cielo, a famosa praia que tem as estrelas do mar e o mar azul e por isso leva o nome de “céu”. O acesso a esta praia é somente por barco e os barcos não estavam saindo neste dia pois o mar estava muito agitado (talvez por isso eu tenha passado mal).
Bom, voltamos só às 19h pois o ferry sai a cada duas horas e aí sem condições de fazer algo à noite mais uma vez.


Quarta-feira foi o dia de ir à Isla Mujeres, a outra ilha super famosa para quem vai a Cancun.
Mujeres é bem menor que Cozumel, mas digamos que é mais chique porque fica mais próximo à zona hoteleira e os barcos saem de lá, enquanto os barcos para Cozumel saem de Playa del Carmen.
Pegamos um tour em um catamarã com open bar e almoço incluso em um restaurante na ilha.


Olha, por mais que fosse meu sonho ir ao Chichen Itza, arrisco dizer que esse foi o dia mais legal da viagem!
Nesse barco eu não passei mal, graças a Deus (talvez as tequilas sunrise tenham sido um bom remédio e ajudado um pouco), e fomos curtindo uma musiquinha deitados na rede, como vocês podem ver na foto abaixo, bem diferente do ferry estilo balsa do dia anterior.


Apesar de ser all inclusive, este passeio ainda saiu mais barato que os outros, talvez pela quantidade de pessoas no barco… eram muitas pessoas! E a comida do restaurante também era bem simples, ainda assim foi um dia inesquecível!
Chegando na ilha, fomos caminhando à Playa Norte, que é a mais famosa de lá e, claro, tiramos foto na plaquinha também!
Mais um dia bem aproveitado e uma noite bem capotada (hahaha).

Quinta-feira já foi o nosso útimo dia! Finalmente sentamos e aproveitamos um pouco da praia em frente ao nosso hotel e nos preparamos para o check out, pois nosso voo sairia de Cancun às 16h.
Só tenho a agradecer pois deu tempo de conhecer tudo que eu queria e foi mil vezes melhor do que eu imaginava! Agradeço ao meu parceiro de viagens (antes eram só pequenas viagens de moto ou carro pelo Brasil, agora conseguimos fazer nossa primeira viagem de avião e também a primeira para fora juntos). Que venham as próximas!


Bonito – Mato Grosso do Sul

Chegou a vez de falar sobre Bonito, que não é por acaso que leva esse nome! Que lugar incrível!

Bom, para chegar lá, parei no aeroporto de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Bonito tem aeroporto próprio, mas ele não é a melhor opção porque os voos, além de poucos, são bem caros! Cheguei em Campo Grande na madrugada de domingo para segunda e dormi em um hostel perto do aeroporto. No dia seguinte, foram mais quase 4 horas de transfer até essa cidade mágica. 

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Terça-feira foi meu primeiro dia de passeio e já comecei conhecendo as grutas de São Miguel e do Lago Azul – aquela super famosa, cartão postal de Bonito. Foi muito interessante poder descer lá e ver esse espetáculo da natureza, mas os passeios são bem curtinhos. No resto do dia, aproveitei para passear pelo centrinho e conhecer a cachaçaria da região e suas cachaças artesanais.

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Na quarta-feira chegou a hora finalmente do passeio a cavalo no Parque Ecológico Rio Formoso. Realizei mais este sonho e de quebra ainda pude aproveitar outras atividades do parque, como andar de caiaque, stand up paddle e tirolesa. E pra terminar o dia, tive que experimentar o famoso pastel de carne de jacaré! 

Já na quinta, fiz a flutuação no rio Sucuri. Realmente ele só tem esse nome por causa do seu formato. Graças a Deus não vi nenhuma cobra por lá, só peixinhos mesmo e duas lontras! A flutuação é bem tranquila e vai um barquinho atrás acompanhando caso alguém não aguente mais, afinal, ficamos nadando por mais de uma hora.

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Vale lembrar que não é permitido levar absolutamente nada, só as câmeras aquáticas ou go pro na mão. Na hora que vamos vestir a roupa de neoprene, já temos que deixar nossos pertences em um locker e as chaves ficam com o rapaz no barquinho.

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Bonito tem muitos passeios e, assim como na Chapada dos Veadeiros, escolhi só os principais. Depois acaba ficando um pouco repetitivo. Por exemplo, nos passeios para os outros rios, seria feita a flutuação novamente. Uma menina que estava no hostel comigo estava com o mesmo passeio (flutuação) marcado no Rio Sucuri e no Rio Prata, então ela optou por cancelar um deles para economizar, pois os passeios são bem caros também. Para ter uma ideia, a flutuação custa em torno de R$200 e o mergulho profissional com cilindro de oxigênio, uns R$500.

O último dia foi só para descansar,  aproveitar a piscina do Bonito HI Hostel e me preparar para mais 4 horas de viagem até Campo Grande. Deu pra voltar pra casa de alma lavada e com as energias super carregadas até a próxima viagem!

 


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