Arquivo da tag: lençois

De Valinhos – SP à Chapada Diamantina de carro

Neste final de ano, fizemos uma viagem diferente: fomos de Valinhos, interior de SP, onde moramos até a Chapada Diamantina, na Bahia, de carro! São cerca de 1800km de distância (cerca de 24, 25 horas dirigindo) e foi a primeira vez que fizemos uma viagem longa assim de carro.

Decidimos fazer o trajeto que passava por Caldas Novas e Brasília, assim eu poderia conhecer Caldas Novas, pois eu ainda não conhecia, e meu marido poderia conhecer Brasília, pois ele ainda não conhecia. 

Então no sábado dia 21/12 saímos de manhã de Valinhos e fomos direto para Caldas Novas (levamos em média 8 horas). Dormimos lá para poder ir ao parque Hot Park no dia seguinte. Curtimos o dia no parque no domingo e dormimos mais uma noite em Caldas Novas. 

No dia seguinte, segunda, 23/12, partimos para Brasília (cerca de 3 horas e meia), vimos as principais atrações e dormimos uma noite em Brasília. Na terça, 24/12, seguimos viagem até Ibotirama, já na Bahia. Foram 10 horas de viagem. Dormimos em Ibotirama e no dia 25/12 seguimos por mais 4 horas até finalmente chegarmos na Chapada Diamantina.

Demoramos 4 noites, mas foi porque queríamos conhecer os outros lugares também, queríamos ir com calma e curtindo. Na volta voltamos por Minas que já conhecemos bastante e foi bem mais rápido, levamos só 1 noite. Dirigimos 12 horas em um dia, dormimos uma noite na cidade de Bocaiúva, bem no meio do caminho, e dirigimos mais 12 horas no outro dia até Valinhos. Até pensamos em voltar tranquilamente dirigindo 8 horas por dia durante 3 dias, mas não estávamos cansados, percebemos que seria super tranquilo e decidimos continuar dirigindo mais.

Bom, mas agora vamos ao que interessa! Voltando a quarta-feira dia 25/12 quando chegamos na Chapada, nosso primeiro destino foi o Morro do Pai Inácio (valor de entrada R$12,00 por pessoa). E que emoção já chegar desse jeito com a vista daquele morro lindo (foto acima)!

Após subir e poder ter aquela vista linda da foto acima, fomos para o Poço do Diabo para dar nosso primeiro mergulho na Chapada (foto abaixo).

Importante dizer que ficamos hospedados na cidade de Lençois nas primeiras 4 noites, a cidade que tem a melhor estrutura e onde a maioria dos turistas que visitam a Chapada ficam. Abaixo, foto da cidade com seus restaurantes e clima super agradável.

No dia seguinte, fizemos a trilha da Cachoeira do Sossego, que dura cerca de 2 horas e meia para ir mais 2 horas e meia para voltar. É uma trilha difícil com muitas pedras, muitas subidas e descidas, quase não tem partes planas, porém ao chegar lá nossos esforços são recompensados! Ela é linda demais!

É importante dizer que para ir a esta cachoeira, é obrigatório estar acompanhado de um guia. Nós fomos sozinhos pois não conhecíamos outras pessoas para ir junto e os guias não formam grupos. Portanto, pagamos R$350,00 por este passeio.

Na volta passamos pelo Ribeirão de Cima (foto acima) e pelo Ribeirão do Meio para mais alguns mergulhos e depois voltamos para Lençois.

No nosso terceiro dia de Chapada, fomos à outra cachoeira lindíssima: a Cachoeira do Mosquito (valor de entrada R$50,00 por pessoa). Essa tem um acesso mais fácil, ao chegar levamos apenas cerca de 20 minutos para descer os 365 degraus (o problema é subir estes degraus na volta, mas 20 minutos não são nada depois da trilha de 2 horas e meia do dia anterior). E de novo, tudo vale muito a pena! 

No mesmo dia, após conhecer a Cachoeira do Mosquito, fomos para a Gruta Lapa Doce (valor de entrada R$70,00 por pessoa). Que experiência incrível! Foi a maior gruta que já visitei e amei a experiência! Não havia água, mas era muito linda! Não sei explicar, só estando lá!

Quando fizemos as pesquisas sobre os lugares para visitar, eu tinha colocado na minha lista para visitar a Gruta Pratinha que fica dentro da Fazenda Pratinha. Porém, após conversar com o pessoal da pousada onde estávamos, decidimos que não valeria a pena pois gastaríamos R$210,00 por pessoa para entrar e disseram que valeria muito mais a pena conhecer outras grutas como essa da Lapa Doce e o Poço Encantado e o Poço Azul que fomos outro dia e vou contar pra vocês em breve.

Outra coisa que estava na minha lista e acabei desistindo de fazer também foi o Mirante do Vale do Pati. Para fazer o passeio até o Vale do Pati mesmo são necessários no mínimo 3 dias e não teríamos tempo suficiente pois queríamos ver outras atrações. Então eu tinha pensado em ir pelo menos até o Mirante, que seria um passeio de um dia, mas também mudei de ideia após conversar com o pessoal da pousada porque pagaríamos R$450,00 pelo guia e seria um dia inteiro de trilha e sem nenhum local para banho no meio do caminho. O que nos disseram é que se for para ver somente um mirante, o Morro do Pai Inácio é muito mais bonito.

Portanto, tivemos um dia livre na nossa programação e fomos fazer uma trilha de carro (descansamos um pouco das trilhas a pé). Neste dia sem programação, chegamos até a parte de baixo da Cachoeira do Roncador (foto acima), depois seguimos por Andaraí, até chegar a cidade de Igatú (foto abaixo), que é conhecida como a Machu Picchu baiana.

É uma cidade de pedra, com ruínas da época do Ciclo do Diamante. É bem interessante, mas estava um dia tão quente e só queríamos um lugar para tomar banho, então voltamos e finalizamos o dia nas piscinas naturais do Serrano no Parque Muritiba, este lugar lindo que podemos ver na foto abaixo!

Para entrar no parque, pagamos R$20,00 por pessoa. Lá dentro tem outras atrações que são pagas à parte, mas decidimos ficar somente nesta parte das piscinas que estava incluso no valor da entrada – como vocês puderam ver, quase todas as atrações tem que pagar um valor de entrada conforme fui colocando aqui para vocês, então no final das contas vai ficando caro e precisamos escolher os que valem mais a pena, mas estou muito contente com as escolhas que fiz! 

No dia seguinte (domingo, 29/12, nosso quinto dia na Chapada), chegou um dos dias mais aguardados por mim: o dia de visitar a Cachoeira da Fumaça, a maior do Brasil, com 380 metros de queda livre. Porém, estava sem água devido à falta de chuva e não pudemos ver a queda, somente a vista do lugar que já é esplêndida por si só! Sério, não me arrependo nem um pouco de ter feito a trilha mesmo sabendo antes de ir que não teria água. Muitas pessoas fizeram o mesmo que nós, foram só para ver a vista e acredito que também não tenham se arrependido!

Esqueci de mencionar que há duas opções de trilha para a Cachoeira da Fumaça: por baixo e por cima. A trilha por baixo é bem difícil e dura 3 dias para chegar (e obviamente é obrigatório ir com guia)! O mais comum é visitá-la por cima mesmo. A trilha dura por volta de 2 horas para ir e 2 horas para voltar e não é obrigatório ir com guia. E é também onde temos aquela vista clássica, como vemos nas fotos acima. Vale a pena demais mesmo sem água, juro!

Após a trilha, dormimos em Vale do Capão (foto acima), de onde sai a trilha para a Fumaça. Eu já havia pesquisado antes e falado com outros amigos que visitaram a Chapada e me disseram que valia muito a pena conhecer essa cidadezinha também, por isso decidimos dormir uma noite lá e realmente vale a pena mesmo!

Para quem não sabe, a Chapada Diamantina tem uma área de cerca de 30 mil quilômetros e engloba cerca de 30 municípios.  Destes, 3 são as bases principais para a maioria dos turistas: Lençois, Vale do Capão e Mucugê. Claro que Mucugê foi nosso próximo destino!

No nosso sexto dia de Chapada fomos visitar a cachoeira do Buracão (foto acima) que ficava mais próxima a esta região. Agora preciso dizer: é difícil escolher, mas acho que foi a minha preferida! Primeiro porque conseguimos ter esta vista incrível de cima (dessa vez com água, já que não tinha água na Fumaça) e segundo porque para chegar na cachoeira a gente tem que ir nadando no meio dos cânions, conforme tento mostrar na foto abaixo, mas realmente não dá pra ter noção. Só estando lá mesmo!

É um lugar espetacular! Não tem palavras para descrever! Para este passeio também era obrigatória a contratação de um guia, porém este foi mais barato, custou R$180,00. A trilha para chegar lá em si também era de nível fácil e durava apenas cerca de 1 hora.

No nosso sétimo e último dia de Chapada (e o último dia do ano também), visitamos o Poço Encantado (foto abaixo) e o Poço Azul, ambos lindíssimos!

Porém no Poço Encantado é proibido o mergulho enquanto no Poço Azul (foto abaixo) é permitido, então devo dizer que foi meu preferido! Que experiência única poder mergulhar em uma gruta! Eu nunca tinha mergulhado em uma antes, só tinha visitado grutas onde não era permitido o mergulho, como em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Foi realmente encerrar o ano com chave de ouro!

Bom, passamos o réveillon em uma festa no Camping Mucugê, onde dormimos as duas últimas noites e no dia 01/01 já começamos a pegar a estrada de volta pra casa.

Conforme eu tinha contado pra vocês antes, a volta foi bem mais rápida, dormimos apenas uma noite em Bocaiúva, em Minas e no dia 02/01 à noite já estávamos em casa. Foram 12 noites total de viagem (7 noites na Chapada) e foi o tempo perfeito para fazer essa viagem com calma, absolutamente nada cansativo! A única coisa ruim é que a vontade de largar tudo e ter um motorhome e viver na estrada só aumentou!

Ah, pra finalizar, pra quem tem curiosidade em saber sobre os custos que tivemos com transporte: no total foram 4656 km rodados (fora os cerca de 1800 pra ir e 1800 pra voltar, rodamos muito por lá nos passeios). Gastamos R$2993,28 com combustível (porém ainda sobrou meio tanque) e R$200,21 com pedágio.

Sim, não foi econômico. Daria para ter comprado 2 passagens de avião (se tivéssemos comprado com antecedência), mas teríamos que descer em Salvador e alugar um carro até a Chapada (mais cerca de 400 km) e teríamos este custo a mais de qualquer forma.

Ou se fossemos de ônibus ao invés de alugar carro seria pior ainda pois dependeremos das agências (que são caríssimas) para fazer os passeios. Fora que não poderíamos ter parado nos locais que queríamos antes no caminho como Caldas Novas e Brasília, não teríamos como ter levado nossas barracas para acampar e não estaríamos realizados com nossos rolês offroad de 4×4.

Lembrando que os gastos com combustíveis parecem ter sido muito altos, mas temos que considerar que foram muitas estradas de terra. Realmente não aconselho a quem quiser ir para a Chapada, ir para um carro que não seja 4×4.

Bom, espero ter ajudado quem estiver planejando conhecer esse lugar incrível! Eu já tinha conhecido a Chapada dos Veadeiros, em Goiás e a Chapada das Mesas, no Maranhão. Faltava a Chapada Diamantina, né! Agora posso dizer que estou realizada!

Até o próximo destino! 


Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora